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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tende bom ânimo

Esses dias tenho andado triste. Sem vontade de fazer muita coisa além de trabalhar e zanzar pela internet nas horas vagas. Ler, fazer palavras-cruzadas, assistir a um bom filme, nada disso me anima. Interessante que há dois dias estava tão bem... Mas isso tem acontecido bastante comigo nos últimos tempos. "De repente" me entedio facilmente, fico triste e não tenho vontade de nada.

Talvez seja porque meu temperamento é melancólico. E talvez ele venha aflorando mais do que devia nessas ocasiões. Pode ser depressão também. E também a minha baixa autoestima, somada ao fato de que eu me importo muito com o que pensam ou dizem, especialmente quando isso que pensam ou dizem diz respeito a mim.

Eu fico inconformada quando isso acontece. Ainda por cima, fui mal interpretada (e não foi a primeira vez), tendo sido duramente (ao menos eu senti assim) acusada de coisas que nunca fui ou fiz. Juntou tudo, e eu chorei. Fiquei triste demais e minha situação piorou. Nessas horas, somos tentados a não aceitar, pensando no quanto outras pessoas parecem felizes o tempo todo.

Mas Jesus disse: "No mundo, passais por aflições;" (João 16:33). Quando me lembrei disso, vi que não devia me perguntar o porquê do sofrimento. É assim mesmo, neste mundo não há coisas perfeitas, e nem estamos alegres todo o tempo. E quem sou eu pra merecer vantagens, mordomias? Somos injustiçados, somos incompreendidos, ficamos deprimidos... Isso não é bom, não é o que Deus sonhou, mas é real.

Só que Jesus não terminou a frase com a palavra "aflições". Ele continuou: "mas tende bom ânimo; eu venci o mundo". Ainda bem que Ele venceu. Isso nos dá a certeza de que podemos vencer também. Dá-nos esse ânimo, bom Pai, para que passemos por tudo com fé. E, após atravessarmos o mar das dificuldades, que possamos Te louvar porque estiveste todo o tempo ao nosso lado!


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Aprender a confiar

Eu acho que nunca escrevi algo tão íntimo. A meditação anterior foi um pouco, mas não tanto quanto acredito que essa será. Mas a verdade é que apenas falar com um e outro sobre o que te aflige - ainda que seja com o esposo e você tente falar tudo que sente e pensa - às vezes não é suficiente. Sou do tipo que parece que tem que escrever para externar perfeitamente. Não é à toa que faço parte de uma comunidade do orkut que se chama: "Escrever é minha terapia". Mas quero escrever hoje não apenas para desabafar, mas porque creio que haja alguém que pode vir a se identificar com o que estou passando, e pode ser que se sinta melhor após ler.

O fato é que ando em dúvida. Ando como quem andaria sobre uma nuvem, se isso fosse possível. O tempo todo com medo de afundar e cair numa queda sem fim. Ando sem saber o que fazer, o que pensar. Tenho medo até de dizer, mas talvez ande sem fé também.

Sempre fui daquele tipo de pessoa que adora pregar, se envolver nas atividades da igreja, viajar com o coral. E quando fazia qualquer uma dessas coisas, sempre me pegava pensando por que havia demorado tanto a aceitar a Deus em minha vida, pois poderia estar desfrutando desses momentos há mais tempo. Depois que meu esposo veio fazer Teologia, e nos mudamos, parece que esse meu "eu" ficou para trás. Simplesmente deixei tudo isso de lado. Até ir à igreja aos sábados pela manhã se tornou penoso. Não mais me envolvi em pregações (preguei uma vez, apenas, depois de me mudar, e lá se vão mais de três anos), não canto mais em coral, não me envolvo tanto em atividades eclesiásticas como fazia...

Claro, a mudança de vida foi, em grande parte, responsável por tudo isso. Comecei a trabalhar e depender de mim mesma, e não de meus pais, como era antes. Tive que passar a conviver com a realidade de ser esposa, cuidar de uma casa, pagar contas. Tudo isso é muito bom, mas também cansa e estressa muito. Pelo fato de meu esposo fazer Teologia, a cada sábado (antes era a cada semestre) estamos numa igreja diferente, o que dificulta a criação de vínculos e, consequentemente, o envolvimento na igreja. Por esse fato, também não posso participar do coral daqui, pois envolve muita atividade, coisa para a qual eu não teria tempo.

No começo, isso parecia normal. Afinal, eu ia para a igreja todo sábado, estudava a lição e orava, dava o dízimo. Fazia o que um cristão deve fazer. Mas hoje fico pensando em quanto poderia ter feito, em que outras atividades alternativas poderia ter me envolvido, se não tivesse sido tão medrosa ou preferido ficar na "zona de conforto". Tais atividades talvez nem fossem tão complicadas, cansativas ou difíceis, como eu imaginava. Mas o fato é que a sensação é de que "agora é tarde". Pode ser que não seja, mas é o que sinto. E ler a Bíblia, estudar a lição, orar, isso não é tudo. Sinto falta de algo mais, que não sei bem explicar o que é. Quero sentir Deus, em vez de apenas saber que Ele está comigo e que ter conhecimento disso é o suficiente. Quero ouví-lo, tocá-lo...

Outra coisa que me incomoda é o fato de não sabermos bem o que vai acontecer quando meu esposo se formar. Na nossa denominação, quando alguém se forma em Teologia, é chamado para alguma igreja que necessite de um pastor. Acontece que ainda não sabemos que lugar é esse, no nosso caso. Meu esposo, que tem sonhos de fazer mestrado e doutorado, ainda não sabe como nem quando vai fazer isso. Eu, que não tenho grandes ambições para minha carreira, apenas quero fazer residência, preciso ir para um lugar em que possa prestar o concurso, mas tenho medo, pois não sei para onde iremos.

Com todo esse turbilhão de coisas, tenho ficado muito ansiosa (até insônia, coisa que eu nunca tive, estou tendo agora), e também muito triste. E talvez nem devesse ficar tanto na internet, mas ela até que me ajuda a espairecer. E foi então que tive a ideia de escrever essa meditação. Não só para me ajudar, como falei antes, mas para ajudar outros. Para fazer algo de útil com essas coisas que estou vivendo. Não tenho as respostas. Não sei o que Deus quer de mim. Queria ter certeza de que estou no caminho certo, de que Ele quer que meu esposo seja mesmo um pastor/professor, de que nossa vida deve ser para serví-lO em Sua obra. Quero muito isso, mas ainda não consegui. Não entendo o porquê de tanta angústia e me culpo por não ter fé. Mas ouvi duas músicas que me ajudaram a refletir e se não deram todas as respostas que eu queria, pelo menos fizeram com que eu começasse a refletir não no "porquê", mas no "para que" de tais fatos terem lugar em minha vida.

Não sei o que você está vivendo agora, mas não importa. Deus está conosco, TODO o tempo. Ele sabe de todas as coisas. Nada pode nos separar dEle. Mesmo que não sintamos, está ao nosso lado. Confie nisso, e ouça essas canções. Medite nelas, e creia:

"Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." — Romanos 8:38-39

"Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos." — Romanos 8:24-25



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Deus é justo afinal?

Há na Bíblia um salmo (de autoria de Asafe) que diz o seguinte:

“Na verdade, Deus é bom para o povo de Israel, ele é bom para aqueles que têm um coração puro. Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles. Os maus não sofrem; eles são fortes e cheios de saúde. Eles não sofrem como os outros sofrem, nem têm as aflições que os outros têm. Por isso, usam o orgulho como se fosse um colar e a violência, como uma capa. O coração deles está cheio de maldade, e a mente deles só vive fazendo planos perversos. Eles gostam de caçoar e só falam de coisas más. São orgulhosos e fazem planos para explorar os outros. Falam mal de Deus, que está no céu, e com orgulho dão ordens às pessoas aqui na terra. Assim o povo de Deus vai atrás deles e crê no que eles dizem. Eles afirmam: “Deus não vai saber disso; o Altíssimo não descobrirá nada!” Os maus são assim: eles têm muito e ficam cada vez mais ricos. Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado. Pois tu, ó Deus, me tens feito sofrer o dia inteiro, e todas as manhãs me castigas. Se eu tivesse falado como os maus, teria traído o teu povo. Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim.” (Salmo 73:1-16)

Quem nunca se sentiu assim por servir ao Senhor? Quem nunca parou para observar os ímpios, aqueles que fazem coisas que Deus não aprova, que deliberadamente se posicionam contra Ele, ou ainda aqueles que – sendo cristãos e conhecendo o que é mau – escolhem por seguir o caminho mais “largo” e fácil, mesmo sabendo que “estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7:14)?

Há realmente pessoas que fazem o que é errado por prazer, para provocar, escandalizar ou, simplesmente, “porque é minha vida e pronto”. E essas pessoas podem não ser cristãs. Mas muitas vezes o são. E ficamos a meditar e remoer por que, apesar de serem assim, elas parecem mais felizes, mais bem-sucedidas, mais prósperas...

Era essa a indagação do salmista, e pode ser a sua e a minha hoje. Parece difícil de entender e aceitar, ainda mais percebendo sua arrogância, que muitas vezes é explícita, mas também pode ser velada.

Mas o salmo não acaba assim. O salmista prossegue dizendo:

“Porém, quando fui ao teu Templo, entendi o que acontecerá no fim com os maus. Tu os pões em lugares onde eles escorregam e fazes com que caiam mortos. Eles são destruídos num momento e têm um fim horrível. Quando te levantas, Senhor, tu não lembras dos maus, pois eles são como um sonho que a gente esquece quando acorda de manhã. O meu coração estava cheio de amargura, e eu fiquei revoltado. Eu não podia compreender, ó Deus; era como um animal, sem entendimento. No entanto, estou sempre contigo, e tu me seguras pela mão. Tu me guias com os teus conselhos e no fim me receberás com honras. No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra? Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso. Os que se afastam de ti certamente morrerão, e tu destruirás os que são infiéis a ti. Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus! Faço do Senhor Deus o meu refúgio e anuncio tudo o que ele tem feito.” (Salmo 73:16-28)

Interessante, não? O objetivo do final do salmo não é uma vingança da parte do injustiçado, nem tampouco mostrar que Deus é mau. Mas sim que, não importa o que aconteça, não importa se aqueles que são ímpios (ou que achamos que são, pois muitas vezes nos enganamos por causa de nossos preconceitos) prosperem, vençam e ainda zombem, Deus fará justiça aos que O seguem. Ele é um Deus de amor, misericordioso e justo, e se foi capaz de nos dar de presente o seu Dom mais precioso
– Jesus – Ele com certeza pode e irá, pois é o único capaz de fazer isso plenamente, suprir todas as nossas necessidades.

No Salmo 73 aprendemos que não importa se quem está ao nosso redor parece sempre vencer, enquanto nós aparentemente estamos sendo derrotados. Deus é justo, e Sua justiça não falha. E nem tarda. Ela vem no tempo certo, no tempo dEle, no melhor tempo.

“Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos que praticam o mal. Pois eles vão desaparecer logo como a erva, que seca; eles morrerão como as plantas, que murcham. Confie em Deus, o Senhor, e faça o bem e assim more com toda a segurança na Terra Prometida. Que a sua felicidade esteja no Senhor! Ele lhe dará o que o seu coração deseja.” – Salmo 37:1-4

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Convite do Pai

Trago hoje um convite da parte do Senhor...

"Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera." (Isaías 64:4)

"Porque assim diz o SENHOR Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força mas não o quisestes. " (Isaías 30:15)

"Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem." (Salmo 127:2)

De nada adianta querermos resolver tudo sozinhos. Não conseguiremos, apenas com nossos esforços, consertar tudo que está errado em nossas vidas. Trabalhar, labutar, se esforçar, tudo isso é importante, mas de nada serve se Deus não for o primeiro no nosso coração. Descansar no Senhor é a saída para todos os nossos problemas. Atendamos à voz do Senhor e confiemos nEle. Só Ele nos poderá dar a verdadeira paz.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Libertos da Assíria

"Esforçai-vos e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá." (II Crônicas 32:7-8)

Já imaginou ser presidente de um país e descobrir, de uma hora para outra, que ele vai ser invadido e destroçado por uma nação próxima?

Pois bem, foi isso que aconteceu a Ezequias quando era rei de Judá. Todos temiam o povo assírio, afinal, por várias vezes ele tinha sido usado como instrumemento de Deus, como vara de Sua ira (Isaías 10:5) para repreender o povo quando este se encontrava longe dos caminhos do Senhor. Mas havia sido feita uma promessa ao profeta Isaías, para ser levada a todo Judá: “Não temas... a Assíria porque daqui a bem pouco... o Senhor dos Exércitos suscitará contra ele um flagelo, como a matança de Midiã junto à rocha de Orebe, e como a sua vara sobre o mar, que contra ele se levantará, como sucedeu aos egípcios. E acontecerá naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção.” Isso está em Isaías 10:24-27.

Por isso, quando a invasão assíria já era uma certeza, Ezequias não temeu. Ele confiou nas promessas do Pai Celeste. Ao virem perigos e provações em nossa vida, devemos fazer o mesmo. Não temer, mas confiar. Afinal, “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?” (Números 23:19)

Porém, Ezequias não apenas confiou, ele também agiu. Ellen White, escritora cristã americana, já falecida, escreveu em seu livro Profetas e Reis: “Mas o rei de Judá se determinou fazer sua parte na preparação para resistir ao inimigo; e havendo feito tudo que o engenho humano e a energia podiam fazer, reuniu suas forças, e exortou-as a terem bom ânimo. "Grande é o Santo de Israel no meio de ti" (Isa. 12:6), tinha sido a mensagem do profeta Isaías a Judá;”

Ezequias confiou e fez sua parte. Por causa disso, ele pôde dizer com tanta fé algumas das mais belas palavras de toda a Bíblia: “Esforçai-vos e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá.” (II Crônicas 32 7 e 8).

Que confiança!!! Pode ser assim com a gente também. É só querermos. Da próxima vez que a tentação o assaltar, que uma provação chegar em sua vida, siga o exemplo do rei Ezequias: confie e aja. E lembre-se sempre de que está conosco, o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras.

Que Ele nos abençoe sempre!
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