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sábado, 12 de junho de 2010

Ascendência de Cristo - parte V: Maria

“E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo. ” (Mateus 1:16)

Chegamos à última mulher mencionada na genealogia de Jesus: sua própria mãe. De todas as mulheres que vimos até agora, ela talvez seja a que pareça a mais pura, a mais "perfeita". Afinal, ela não teve relações sexuais com o sogro, não pertencia a um povo pagão e idólatra, não era adúltera e muito menos prostituta.

Realmente, todos os indícios apontam para uma moça especial. E isso soa até óbvio, porque Deus não escolheria qualquer uma para gerar o Messias. Deveria ser alguém que O conhecesse e temesse, e estivesse sempre buscando a Sua vontade.

Maria, como todo povo judeu, esperava pelo Messias. Ela sabia que ele nasceria de uma virgem: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Isaías 7:14). Todo o povo de Israel sabia disso, pois conhecia a profecia de Isaías. Mas veja o que aconteceu quando o anjo Gabriel foi avisá-la do que aconteceria:
“[E]ntrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim. Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:28-35).
Ora, se Maria sabia que o Cristo nasceria de uma virgem, e o anjo estava lhe dizendo que ela seria a mãe dEle (Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim), por que o espanto, ao constatar que ela não tinha "relação com homem algum"?

Maria podia estar familiarizada com as escrituras, mas na hora H, vacilou. Porém, isso não durou muito. Logo aceitou o chamado a ela feito, e pronunciou algumas das palavras de entrega mais belas da Bíblia: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra”(Lucas 1:38). Maria foi muito corajosa, pois naquela época, se uma mulher engravidasse sem ser casada, ela seria apedrejada. Mas Maria nada temeu, pois entendeu que podia confiar no Seu Senhor.

A escritora Ellen White nos dá um vislumbre de como eram os pensamentos de Maria, quando Jesus já era adulto:
A vida de Cristo foi assinalada pelo respeito e o amor à Sua mãe. Maria acreditava em seu coração que a santa Criança dela nascida, era o tão longamente prometido Messias; não ousava, entretanto, exprimir essa fé. Foi, através de sua existência terrestre, uma partilhadora dos sofrimentos do Filho. Com dor testemunhava as provações que Lhe sobrevinham na infância e juventude. Por justificar o que sabia ser direito em Seu procedimento, via-se ela própria em situações difíceis. Considerava as relações domésticas, e a terna solicitude da mãe em torno dos filhos, de vital importância na formação do caráter. Os filhos e filhas de José sabiam isto e, prevalecendo-se de sua ansiedade, procuravam corrigir as atitudes de Jesus segundo norma deles.

Maria argumentava muitas vezes com Jesus, e insistia em que se conformasse com os usos dos rabis. Ele, porém, não podia ser persuadido a mudar Seus hábitos de contemplar as obras de Deus e buscar aliviar os sofrimentos dos homens ou mesmo dos mudos animais. Quando os sacerdotes e mestres solicitavam o auxílio de Maria em dirigir Jesus, ficava grandemente perturbada; o coração tranqüilizava-se-lhe, porém, quando Ele lhe apresentava as declarações das Escrituras em apoio de Seu proceder.

Por vezes ela vacilava entre Jesus e Seus irmãos, que não criam ser Ele o Enviado de Deus; no entanto, abundantes eram as provas de ser divino o Seu caráter. Ela O via sacrificar-Se pelo bem dos outros. Sua presença criava em casa uma atmosfera mais pura, e Sua vida era como um fermento operando entre os elementos da sociedade. Puro e incontaminado, andava entre os excluídos, os rudes, os descorteses; entre injustos publicanos, ímpios samaritanos, soldados pagãos, rústicos camponeses e a multidão mista. Dirigia aqui e ali uma palavra de simpatia, ao ver criaturas fatigadas, vergadas ao peso de duras cargas. Partilhava de seus fardos, e revelava-lhes as lições que aprendera da natureza acerca do amor, da benevolência e bondade de Deus (Ellen White, O Desejado de todas as nações, p. 91).
Maria não era perfeita, como alguns de nós poderíamos pensar. Não quero dizer com isso que ela era uma mulher má, presunçosa, orgulhosa, ou qualquer coisa parecida. Aliás, qualquer tipo de desrespeito à lembrança dela é desprezível, pois para Deus cada filho Seu tem valor. Apenas precisamos desmistificar algo que muitos têm como certo: Maria não era santa, pelo menos, não como muitos entendem o "ser santa". Ela não era isenta de pecado, imaculada, como se imagina. Ela era pecadora como todos nós. Tinha seus defeitos, como acabamos de ver, mas também possuía muitíssimas qualidades.

Jesus nos advertiu quanto a qualquer tipo de possível idolatria que poderíamos desenvolver em relação àquela que foi Sua mãe terrestre. Disse Ele, quando algumas pessoas vieram lhe dizer que sua mãe e seus irmãos o procuravam, "[Q]ualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe" (Marcos 3:35). Jesus aqui queria nos mostrar que, qualquer que faz a vontade de Deus, tem para Ele o mesmo valor que tinham Seus parentes. Doutra feita, quando uma mulher disse que eram bem-aventurada aquela que O havia concebido e os seios que O haviam amamentado, Ele respondeu: "Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!" (Lucas 11:28). Jesus nos mostra que quem quer que guarda os ensinamentos de Deus é bem-aventurado, e não alguns poucos escolhidos.

Maria foi alguém muito especial, e essa meditação, como nenhuma das outras desta série, não teve o objetivo de depreciá-la, muito pelo contrário. Mas devemos nos lembrar de que ela era como nós, nem melhor, nem pior. Tinha seus defeitos, e também suas qualidades. E é por isso mesmo que devemos nos alegrar de ela estar na genealogia de Cristo. Deus escolheu não pessoas "perfeitas", mas aquelas bem semelhantes a nós, cheias de problemas, dúvidas, fracassos, pecados, com o intuito de nos mostrar que Ele nos aceita como somos, e é capaz de operar verdadeiros milagres em nossas vidas e de nos usar para tomarmos parte em Sua santa obra.

Não quer você ser como Maria e dizer "sim, Senhor, quero que cumpras em mim o objetivo que tens, que eu possa ser instrumento Teu para a alegria de outros!". Não se acha digno? Nem Maria nem qualquer outra das cinco mulheres o era. Mas tenha isso em mente:

“pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. ” – I Coríntios 1:27-28

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ascendência de Cristo - parte IV: Bate-Seba

“Davi mandou perguntar quem era. Disseram-lhe: É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu.” (II Samuel 11:3)

Continuando a genealogia de Cristo, quero falar hoje sobre a quarta mulher mencionada. Mateus não diz o nome de Bate-Seba, mas fala “o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias;” (Mateus 1:6). Sabemos, então, que se trata dela, pelo texto de II Samuel.

É outra de quem não se fala muito. Apenas sabemos seu nome, que significa “filha de um juramento”, e que era casada, quando foi vista por Davi, banhando-se. Vista e logo desejada.

Não sabemos por que Bate-Seba resolveu tomar banho naquele horário e ainda mais de forma tão exposta que foi vista do terraço da casa real. O que sabemos é que o rei Davi a desejou, e mandou chamá-la. Logo em seguida, a Bíblia fala que se “ela veio, e ele se deitou com ela” (II Samuel 11:4).

Realmente não há como saber se havia alguma forma de Bate-Seba negar aquele “convite”. Ela poderia sofrer alguma penalidade por não obedecer ao rei, é verdade. Não sabemos se ela foi feliz da vida, ou somente porque era “obrigada”. Não sabemos se o que ela fez foi para provocar o rei, ou se foi apenas ingênua. O que sabemos é que aquilo foi errado. Foi adultério. E de uma coisa podemos ter certeza: tanto Davi como Bate-Seba sabiam que estavam cometendo algo impuro aos olhos de Deus. Ainda mais quando pensamos que, enquanto eles faziam aquilo, o esposo de Bate-Seba, Urias, estava nos campos de batalha, lutando pelo reinado de Davi. Davi este que fez com que Urias fosse colocado em posição tal que morreria rapidamente.

Adúltero e assassino. Esse era o Davi naquele momento. Adúltera, era assim que poderíamos denominar Bate-Seba naquela situação em que se encontrava. E ainda assim, tiveram a honra de ser antepassados do Cristo. É estranho, para não dizer terrível, para muitos ver que essas pessoas acabaram sendo lembradas dessa maneira, ou seja, como aqueles cuja linhagem levou a Jesus.

Mas, paremos um pouco e pensemos em nós: somos mesmo tão melhores que Davi e Bate-Seba naquela situação? Sim, porque depois se arrependeram e voltaram ao que era correto. Casaram-se e tiveram Salomão como filho, o homem mais sábio que já existiu na face da Terra. Mas, voltando à pergunta: somos melhores que eles? Somos isentos de pecado? Somos “perfeitos”? Sabemos a resposta. Nós, mesmo que sejamos crentes há anos, somos tão pecadores e impuros quanto foram Davi e Bate-Seba. E o que a Bíblia diz de nós? “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” (I João 3:1). Merecíamos isto? Não, nem antes nem agora. Somos maus e pecadores, mas Deus nos chama de filhos.

Que você, ao ler sobre Bate-Seba na genealogia de Cristo, não fique indignado de ver ali uma pecadora, mas louve a Deus pelo Seu tão grande amor por nós, “a ponto de sermos chamados Seus filhos”.

“Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias;” – Mateus 1:6, genealogia de Cristo.

sábado, 1 de maio de 2010

Ascendência de Cristo - parte III: Rute

Hoje vamos falar da terceira mulher citada na genealogia de Jesus: Rute. Essa realmente é uma história especial.

Rute não era israelita. Se fosse hoje, poderíamos dizer que não era cristã. Ela era moabita e adorava outros deuses. Porém, casou-se com um homem cuja família conhecia o Deus verdadeiro. Esse homem tinha mais um irmão, que também se casou com uma moabita. Porém, ele, seu irmão e seu pai morreram. Noemi, a mãe do rapaz, decidiu voltar para Judá, e disse às suas duas noras, Rute e Orfa, que voltassem a seu povo. Que lá encontrassem novos maridos e fossem felizes, com as bênçãos de Deus. Foi um momento muito triste. Depois de muito choro, Orfa decidiu voltar para a casa de seus pais. Mas Rute não. Rute fez o inesperado e decidiu ir com sua sogra. E é nesse momento da história em que vemos algumas das mais belas palavras citadas na Bíblia. Rute diz:
Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. (Rute 1:16-17)
E com essas palavras Rute dá uma reviravolta em sua vida. É exatamente em momentos assim, complicados, que muitas vezes Deus escolhe agir de forma ousada nas nossas vidas. Elas mudam de uma forma estranha, mas sempre para melhor, porque Ele só quer a nossa felicidade.

No local em que foi morar com a sogra, Rute conheceu um bondoso homem chamado Boaz. Eles se casaram, e do casamento nasceu Obede, avô do rei Davi. E da descendência de Davi veio Jesus.

A história de Rute tem muitas lições maravilhosas para nós. Uma delas é que Deus não se importa se você não creu sempre nEle, não se importa se você nem sempre andou em Seus caminhos. Para Ele o importante é que você esteja com Ele hoje, agora. Mas a maior lição é que, quando decidimos seguir o Deus verdadeiro, não importa quão destroçada esteja nossa vida, Ele é capaz de transformar tristeza em alegria, pesar em prazer, maldição em bênção. Foi isso que o Senhor fez na vida de Rute e fará na sua e na minha, se assim permitirmos.

“Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a Jessé; Jessé gerou ao rei Davi” – Mateus 1:5-6, genealogia de Cristo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ascendência de Cristo - parte II: Raabe

Se continuarmos lendo a genealogia de Cristo (Mateus 1), vamos ver que no verso 5 é citada outra mulher: Raabe.

Raabe é muito conhecida no meio cristão em geral por ter sido uma prostituta. E só. Interessante como a gente sempre sabe "os podres" de alguém, mas não procura cavar mais fundo para ver se encontramos algo de bom.

Pois bem, esse "algo de bom" é facilmente encontrado na vida de Raabe, se apenas lermos com cuidado a sua história, encontrada em Josué 2.

Josué havia mandado espiões a Jericó. Eles ficaram escondidos na casa de Raabe, que disse que não havia ninguém lá, quando o rei mandou homens em busca dos espiões. Assim ela ajudou a salvar os servos do Deus Altíssimo. E não somente isso, mas reconheceu que Deus é quem havia dado aquela terra ao povo hebreu, e que Ele estava guiando tudo. Por causa disso, Raabe juntamente com sua família, foi protegida no momento da invasão. E logo mais ela aparece não só na genealogia de Jesus, como também na galeria de herois da fé, em Hebreus.

Agora, você deve estar se perguntando: mas uma prostituta, e que ainda por cima mentiu, foi ajudada dessa forma por Deus? Entrou na genealogia de Cristo e, ainda por cima, na galeria de herois da fé? Como? Que absurdo! E o que eu tenho para dizer a você é: sim, tudo isso aconteceu a ela. Deus a abençoou, como também abençoa a você, mesmo sendo pecador, porque Deus nos abençoa APESAR de nossos pecados. E para Ele, não faz diferença se você mentiu, roubou ou vendeu seu corpo. Tudo é pecado, mas ainda assim Ele abençoa aqueles que o reconhecem como Deus e ajudam Seus servos em Sua obra terrestre. Isso não é uma maravilha? Saber que Deus nos ama e protege, apesar de nós mesmos?

“Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias.” – Hebreus 11:31

“De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho?” – Tiago 2:25

domingo, 18 de abril de 2010

Ascendência de Cristo - parte I: Tamar

Muita gente acha que a Bíblia e Deus são machistas. Não se pode negar que os longos anos em que os livros que a compõem foram escritos foram marcados, sim, por um menosprezo ao sexo feminino. E isso foi retratado na Palavra Sagrada. Mas não quer dizer que nosso Pai apóie esse tipo de comportamento. Para Ele, somos todos iguais: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

Para desmistificar isso, quero hoje começar uma série de reflexões que nos mostram que Deus ama as mulheres da mesma forma que os homens, que Ele não é machista e por isso mesmo deu a elas um lugar especial na genealogia de nada mais nada menos que Cristo, Seu Filho amado.

Se formos ler Mateus 1:1-16, veremos que se fala de muitos homens. As genealogias de "antigamente" pareciam só ter espaço para eles. Mas não a de Jesus. São citados muitos homens sim, mas há seis especiais mulheres também. E quero iniciar com a primeira que foi mencionada: Tamar.

Tamar era uma mulher comum. Não se fala muito sobre ela na Bíblia. Sabe-se que ela foi escolhida por Judá (filho de Jacó) para casar-se com seu filho mais velho, Er. E é aí que a vida dessa mulher dá uma reviravolta. Er morreu, e Judá fez Tamar casar-se com seu segundo filho, Onã. Mas como ele não queria dar filhos a Tamar, acabou morrendo também, por desagradar a Deus. E Judá então promete que daria seu filho mais novo, Selá, para se casar com Tamar, assim que ele tivesse idade.

Porém Selá fica adulto e nada acontece. Tamar, então, disfarça-se de prostituta, ficando com o rosto coberto, e vai para o caminho onde sabia que Judá iria passar. Dormem juntos, e ela engravida do sogro, que havia deixado com ela, a seu pedido, o selo, o cordão e o cajado. Quando descobriram sua gravidez, passaram a acusá-la de adultério, e Judá ordenou que fosse queimada. E Tamar, mostrando os objetos de Judá que estavam com ela, disse: "Do homem de quem são estas coisas eu concebi." Judá reconheceu que eram dele, e disse: "Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho." Assim Tamar deu à luz Perez e Zera, suscitando descendência a Judá e sendo mãe daquele que seria ascendente de Jesus.

Tamar pode ter agido de forma absurda para muitos de nós, mas precisamos entender que a cultura da época era aquela, e mesmo cometendo o erro de deitar-se com seu sogro, ela foi colocada na genealogia de Jesus para mostrar que não importam nossos erros ou nosso passado, Deus vê o que vai no coração, nossas reais intenções, e recompensa não os "perfeitos", que acham que nunca erram, mas aqueles que procuram fazer a Sua vontade.

“Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera;” – Mateus 1:3, genealogia de Cristo
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