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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O mundo e um celular

Hoje li a seguinte notícia: "Austríaco morre afogado ao tentar pegar celular que caiu no esgoto". Falava sobre um homem cujo celular (que era de um modelo barato) caiu num bueiro, quando ele saía do carro. Inconformado, aquele homem resolveu tirar a tampa do esgoto e colocou a cabeça lá dentro, para tentar recuperar o aparelho. Porém caiu, ficou com o corpo preso no bueiro e por fim morreu afogado.

Fiquei muito triste ao ler isso. Quanta angústia por um celular barato! Eu não teria coragem de colocar minha cabeça dentro de um bueiro só por ser um bueiro. O mau cheiro e todas as coisas imundas que existem ali dentro me impediriam de fazer isso. E ainda mais sendo um mero celular, e de um modelo comum! Penso em como as pessoas são apegadas às suas coisas hoje, apegadas a meros objetos sem valor, a ponto de morrerem por eles. De que vale morrer por um celular? E mesmo que não fosse um mais simples, mesmo que fosse um iPod, um notebook, uma tv de plasma: será que não estamos dando a meros objetos mais importância do que deveríamos?

Mas depois, refleti melhor e vi que o que esse homem fez não foi tão estranho assim, se pensarmos no que Cristo fez. Nós, como aquele celular, não valíamos (nem valemos ainda) muita coisa. Estávamos imersos numa lama profunda e malcheirosa, de pecado e de dor. Ninguém teria coragem de se aproximar. Mas Ele fez isso. Não apenas se aproximou, mas ao entrar no mesmo lamaçal em que estávamos, a fim de conviver conosco e passar pelo que passamos, acabou tendo de dar a Sua vida, para que nós pudéssemos ser salvos.

Que eu e você possamos hoje nos lembrar de duas coisas: não precisamos de objetos para sermos felizes. Eles é que devem nos servir, e não nós a eles. Que demos às coisas o valor que elas merecem: o de coisas, apenas. E em segundo lugar, mas não menos importante: que sempre nos recordemos do imenso sacrifício que Jesus fez, deixando o céu, onde era Rei, para vir a este mundo, onde seria réu. Inocente, deu a vida para que nós, os verdadeiros culpados, pudéssemos ter direito à vida eterna e maravilhosa que, no fundo, sabemos que só Ele merecia ter. Muito obrigada, meu Querido Jesus!

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Bálsamo de vida

O texto que quero comentar hoje está em Jeremias 8. Vamos ler?

"Acaso, não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?" (Jeremias 8:22)

Aqui, Deus está dando mensagens fortes, para que Jeremias, profeta do Senhor, entregue ao povo, que agora está afastado dos caminhos de Deus, apostatado, fazendo o que bem entende. Deus estava muito triste com toda aquela situação, vendo Seu povo, a quem Ele tanto amava, distante dEle, seguindo seus próprios caminhos, e caminhos de perdição. A tristeza do Pai é tão grande que Ele diz "Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; estou de luto; o espanto se apoderou de mim." (Jeremias 8:21)

Deus não consegue entender porque o Seu povo, que podia ter tudo o que quisesse de Suas mãos, prefere ir atrás de ídolos, de imagens de ouro, prata ou madeira, que nada fazem, que nada podem. E Ele começa a dizer o que vai acontecer com aquele povo tão rebelde e desobediente, caso não se voltem ao Senhor. Mas é interessante que o capítulo não termina com as conseqüências do pecado do povo, e sim com indagações, da parte de Deus: Será que não há bálsamo em Gileade? Será que não há cura aqui? Será que não há Médico aqui? Por que é então que o povo continua donte?

Pensemos em nós, hoje. Será que não encontramos em Deus tudo de que precisamos? Será que Ele - e Ele apenas - não é suficiente para completar todo o vazio do nosso coração? Será que Ele não é mais o Médico dos médicos, que pode curar todas as enfermidades, quer físicas, emocionais ou (principalmente) espirituais?

Sabemos a resposta a essa pergunta. Por que, então, corremos pelo mundo afora em busca de coisas que não nos preenchem? De fama, de diversões que nos fazem mal, de dinheiro em demasia - que às vezes custa nossa saúde -, de beleza exterior apenas, vivendo atrás de moda, botox, plásticas e afins, esquecendo-nos da interior (que é a que mais importa)... Correndo de bar em bar, de mulheres em mulheres (ou de homens em homens)... Por que, como diria Isaías, gastamos nosso dinheiro naquilo que não é pão, e o nosso suor naquilo que não satisfaz (Isaías 55:2)?

Deus está à porta do nosso coração, sempre pronto para atender às nossas necessidades. Ele está sempre atento, sempre de olhos abertos. É o Médico dos médicos e tem em Suas mãos santas o bálsamo de Gileade, um bálsamo que cura a dor mais profunda do nosso coração. Por que correr de um lado para outro, quando tudo que temos que fazer é ir aos pés de Cristo e receber Suas tão maravilhosas bênçãos?

Tudo que temos que dizer é: Sim, Senhor, quero que Tu me recebas em Teus braços de amor! Não posso mais, não agüento mais essa vida sozinho, sem alegria, sem paz, sem Ti. Quero alegria no coração, paz em meu ser! Ajuda-me! Derrama sobre mim teu bálsamo e cura meu coração!

Que o Senhor nos abençoe e nos ajude a viver em novidade de vida!

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*Bálsamo:
Alívio, consolo, lenitivo
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