Fazia tempo que não me sentia tão bem como me senti ontem. Deitada num colchão no chão, na sala onde ficam o computador e o armário de livros, e que também serve de quarto de hóspedes, eu fiquei de frente pra janela aberta, que servia de moldura para um lindo céu azul.
Ao som de tranquilas músicas, fiquei ali, somente a contemplar o céu, quando surgiram pássaros voando. A sensação foi maravilhosa. Sou da cidade grande, morava em apartamento, a janela do meu quarto, como da maioria dos apartamentos hoje, é muito pequena. Na varanda, eu às vezes podia me dar ao luxo de olhar o céu à noite, mas a poluição não me permitia ver as estrelas como gostaria.
Agora, morando numa cidade mais afastada dos grandes centros, com um janelão enorme e um colchão colocado em posição favorável - algo que não foi intencional - acabei tendo o privilégio de ficar bem de frente para o lindo céu, e contemplar um dos vários presentes de Deus para mim. Momento único, perfeito. Sem falar nada, sozinha, pude louvar a Deus pela Sua criação e pela felicidade que aqueles instantes me trouxeram.
Mas o que me impressionou é que, fosse qualquer outro dia da semana, eu não poderia estar fazendo isso. Aos domigos, geralmente me sinto tão entediada que provavelmente não teria ânimo para tal. Durante a semana, nem pensar. Trabalhando de manhã e à tarde, eu não poderia me dar ao luxo de parar durante a manhã para fazer o que fiz. Mas era sábado. "...porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou." (Êxodo 20:11)
O sábado é aquele momento especial que Deus nos deixou para celebramos Seu amor, Seu sacrifício e ressurreição, para colocarmos em prática o amor ao próximo. Mas também é um momento para descansarmos e nos deixarmos restaurar por Ele para uma nova semana. Se não fosse o sábado, eu provavelmente não teria momentos assim. Agradeço a Deus por esse dia, prova clara do imenso amor dEle por mim. Você também pode experimentar a maravilha que é ter um dia só pra ficar juntinho do Pai que te criou e te ama. Tente. Tenho certeza que não irá se arrepender.
"Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse." (Isaías 58:13-14)
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três;
porém o maior
destes é o amor." (I Coríntios 13:13)
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domingo, 3 de outubro de 2010
Era sábado
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sábado, 10 de julho de 2010
Um pastor, um rei...
"Disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás pena de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite e vem; enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque, dentre os seus filhos, me provi de um rei." - I Samuel 16:1
Muitos conhecem Davi por ter derrotado o gigante Golias. Outros o conhecem pelo relacionamento extra-conjugal que teve com Bate-Seba. Outros ainda o lembram como pai de Salomão. Mas nem todos sabem como tudo começou.
Davi era o mais novo dos oito filhos de um homem chamado Jessé. Ninguém sabia ainda, mas Deus o havia escolhido para ser o rei. E enviou o profeta Samuel para dar essa notícia à família. Quando Jessé soube disso, mandou chamar seus filhos e um a um, a partir do mais velho, foram levados a Samuel.
O profeta de Deus até que se animava quando via os belos e fortes rapazes. Inclusive, ao ver o primeiro, Eliabe, pensou logo: "Certamente, está perante o Senhor o Seu ungido". Mas Deus logo mostrou que não era aquele, dizendo a Samuel: "Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração" (I Samuel 16:7).
E assim, um a um os filhos passavam, e Samuel dizia: "Não é este". Por fim, não restava mais ninguém. E Samuel perguntou a Jessé se ainda havia outro filho, pois a nenhum daqueles o Senhor havia escolhido. E sim, havia outro. O mais novo, que era pastor e se chamava Davi.
Sempre que chego nessa parte da história, lembro de Cinderela. Quando o príncipe chegou na casa em que ela morava com sua madastra e meias-irmãs, claro que a madastra falou que não havia mais ninguém porque não queria que uma pobre escrava fosse princesa no lugar de suas filhas. No caso de Jessé, talvez ele não imaginasse que Deus escolheria justo o mais novo, mais franzino, um simples pastorzinho. Mas foi o que Deus fez. Quando Davi entrou, o Senhor disse a Samuel: "Levanta-te e unge-o, pois este é ele. Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi" (I Samuel 16:12-13).
Às vezes, pensamos que não somos ninguém. Não temos importância, não valemos a pena, nem nossos pais "botam fé" em nós. E isso vai fazendo nossa autoestima cair até chegarmos no fundo do poço. Mas a verdade é que, quando Deus quer nos usar, ele não se importa com o que os outros pensam. Não importa se o acham muito fraco, muito simples, muito bobo. O homem vê o que está por fora; só Deus pode ver o que está dentro de cada um de nós. Por isso, não pense de si o que os outros pensam, mas procure ver como Deus vê. Peça a Ele essa capacidade. Não para se tornar arrogante, e sim para dar a si mesmo o valor que tem. Lembre-se disto: onde o homem vê só um pastor, Deus enxerga um rei...
Muitos conhecem Davi por ter derrotado o gigante Golias. Outros o conhecem pelo relacionamento extra-conjugal que teve com Bate-Seba. Outros ainda o lembram como pai de Salomão. Mas nem todos sabem como tudo começou.
Davi era o mais novo dos oito filhos de um homem chamado Jessé. Ninguém sabia ainda, mas Deus o havia escolhido para ser o rei. E enviou o profeta Samuel para dar essa notícia à família. Quando Jessé soube disso, mandou chamar seus filhos e um a um, a partir do mais velho, foram levados a Samuel.
O profeta de Deus até que se animava quando via os belos e fortes rapazes. Inclusive, ao ver o primeiro, Eliabe, pensou logo: "Certamente, está perante o Senhor o Seu ungido". Mas Deus logo mostrou que não era aquele, dizendo a Samuel: "Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração" (I Samuel 16:7).
E assim, um a um os filhos passavam, e Samuel dizia: "Não é este". Por fim, não restava mais ninguém. E Samuel perguntou a Jessé se ainda havia outro filho, pois a nenhum daqueles o Senhor havia escolhido. E sim, havia outro. O mais novo, que era pastor e se chamava Davi.
Sempre que chego nessa parte da história, lembro de Cinderela. Quando o príncipe chegou na casa em que ela morava com sua madastra e meias-irmãs, claro que a madastra falou que não havia mais ninguém porque não queria que uma pobre escrava fosse princesa no lugar de suas filhas. No caso de Jessé, talvez ele não imaginasse que Deus escolheria justo o mais novo, mais franzino, um simples pastorzinho. Mas foi o que Deus fez. Quando Davi entrou, o Senhor disse a Samuel: "Levanta-te e unge-o, pois este é ele. Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi" (I Samuel 16:12-13).
Às vezes, pensamos que não somos ninguém. Não temos importância, não valemos a pena, nem nossos pais "botam fé" em nós. E isso vai fazendo nossa autoestima cair até chegarmos no fundo do poço. Mas a verdade é que, quando Deus quer nos usar, ele não se importa com o que os outros pensam. Não importa se o acham muito fraco, muito simples, muito bobo. O homem vê o que está por fora; só Deus pode ver o que está dentro de cada um de nós. Por isso, não pense de si o que os outros pensam, mas procure ver como Deus vê. Peça a Ele essa capacidade. Não para se tornar arrogante, e sim para dar a si mesmo o valor que tem. Lembre-se disto: onde o homem vê só um pastor, Deus enxerga um rei...
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quarta-feira, 21 de abril de 2010
O amor de Deus
Hoje assisti a um filme em que uma adolescente, enganada por um homem na internet (onde ela entrava em sala de chats e conversava sobre vários assuntos, inclusive sexo, pelo que o filme dá a entender), acaba sendo sequestrada por ele e obrigada a fazer filmes pornográficos caseiros.
Quando é finalmente encontrada, a moça olha para a mãe e começa a dizer que fez algumas coisas que não havia contado. E antes que termine, a mãe põe as duas mãos em seu rosto e diz que nada do que a garota tivesse feito faria com que ela - a mãe - deixasse de amá-la.
Emocionei-me ao lembrar do amor de Deus por nós, que é do mesmo jeito e ainda maior. Por mais que erremos (e como erramos!), Deus nunca deixa de nos amar. Ainda que não o amemos, Ele sempre está correndo atrás de nós, implorando por ser notado, gritando o quanto nos ama e que não quer viver sem nós.
Isso quer dizer que, depois que aceitamos esse amor poderemos viver como quisermos, continuarmos no erro e fazermos tudo que der na telha? Claro que não, agora que encontramos o Verdadeiro Amor, vamos querer fazer tudo que O agrada, assim como fazemos com as pessoas que amamos. Mas quer dizer que, mesmo que caiamos vez após vez - e vamos cair, uma vez que somos pecadores - Ele NUNCA deixa de nos amar.
Existe maneira de não corresponder a um amor assim? Não vejo como. O maior amor que Alguém pode ter por nós, um amor tão imenso a ponto de dar a vida, e vida eterna. Um amor - o amor, na verdade, o único amor - que nos aceita como somos, que não leva em conta erros passados e que busca sempre o nosso melhor. Esse é o verdadeiro amor de Deus.
“nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” – I João 4:16
Quando é finalmente encontrada, a moça olha para a mãe e começa a dizer que fez algumas coisas que não havia contado. E antes que termine, a mãe põe as duas mãos em seu rosto e diz que nada do que a garota tivesse feito faria com que ela - a mãe - deixasse de amá-la.
Emocionei-me ao lembrar do amor de Deus por nós, que é do mesmo jeito e ainda maior. Por mais que erremos (e como erramos!), Deus nunca deixa de nos amar. Ainda que não o amemos, Ele sempre está correndo atrás de nós, implorando por ser notado, gritando o quanto nos ama e que não quer viver sem nós.
Isso quer dizer que, depois que aceitamos esse amor poderemos viver como quisermos, continuarmos no erro e fazermos tudo que der na telha? Claro que não, agora que encontramos o Verdadeiro Amor, vamos querer fazer tudo que O agrada, assim como fazemos com as pessoas que amamos. Mas quer dizer que, mesmo que caiamos vez após vez - e vamos cair, uma vez que somos pecadores - Ele NUNCA deixa de nos amar.
Existe maneira de não corresponder a um amor assim? Não vejo como. O maior amor que Alguém pode ter por nós, um amor tão imenso a ponto de dar a vida, e vida eterna. Um amor - o amor, na verdade, o único amor - que nos aceita como somos, que não leva em conta erros passados e que busca sempre o nosso melhor. Esse é o verdadeiro amor de Deus.
“nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” – I João 4:16
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Predestinação existe?
No dia 30 de março de 2010 foi ao ar o último “capítulo” do programa Big Brother. Em sua décima versão, venceu o lutador Marcelo Dourado. No discurso final, o apresentador, Pedro Bial, fez uma retrospectiva da “estada” de Marcelo na casa. E antes de anunciá-lo vencedor, pronunciou: “Maktub – estava escrito. O BBB 10 é seu, Dourado.”
Até achei bonito o texto do jornalista. Inclusive quando ele falou “Maktub – estava escrito”. Pareciam palavras mágicas. Mas a verdade é que as coisas não são bem assim. Não existe destino, não existe “escrito nas estrelas”. Não existe predestinação.
A essa altura, algum bom conhecedor da Bíblia poderá pensar: “E o que dizer de Romanos 8 ou Efésios1?” Vejamos, então, esses textos:
Note que os textos falam de predestinação em relação a nossa semelhança com Deus, a sermos irrepreensíveis diante dEle e a nossa adoção como filhos, por meio de Cristo. Fomos predestinados para isso. Alguns não quiseram, mas era essa a vontade de Deus Pai. Mas só fomos predestinados para essas coisas, nada mais. Deus não “predestina” para casar com fulano, para ganhar na loteria ou no Big Brother, nem para passar no vestibular.
Porém, Ele sabe o que vamos fazer. Sabe, mas Ele não interfere. Deus sabe o que vamos fazer, mas não foi Ele que nos predestinou a fazer isso. Não nos obrigou, não nos coagiu. Simplesmente escolhemos fazer. E isso porque Ele não poderia ir contra o que criou e nos outorgou: o livre-arbítrio. Nós escolhemos o que iremos fazer. Ele sabe de antemão o que iremos escolher, mas não escolhe por nós. Percebe a diferença?
Contudo, apesar de nossas más escolhas, Deus consegue transformar coisas más em boas, se isso for para o nosso bem e acima de tudo para Sua honra e glória. E isso às vezes nos confunde, fazendo com que pensemos em destino, ou algo semelhante. Mas não, é só Deus interferindo em nosso favor.
Nossas escolhas são muito importantes. Elas, sim, determinam como vai ser o nosso futuro. E Deus não interfere, se não quisermos. Por isso, antes de qualquer decisão, pense: isso irá agradar a Deus? Será bom para mim? Trará alegria para mim e para Ele? Dessa maneira, você conseguirá agir da melhor maneira, trazendo felicidade para si e para os que estão ao seu redor.
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,” – Deuteronômio 30:19
Até achei bonito o texto do jornalista. Inclusive quando ele falou “Maktub – estava escrito”. Pareciam palavras mágicas. Mas a verdade é que as coisas não são bem assim. Não existe destino, não existe “escrito nas estrelas”. Não existe predestinação.
A essa altura, algum bom conhecedor da Bíblia poderá pensar: “E o que dizer de Romanos 8 ou Efésios1?” Vejamos, então, esses textos:
“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Romanos 8:29-30)
“assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,” (Efésios 1:4-5)
Note que os textos falam de predestinação em relação a nossa semelhança com Deus, a sermos irrepreensíveis diante dEle e a nossa adoção como filhos, por meio de Cristo. Fomos predestinados para isso. Alguns não quiseram, mas era essa a vontade de Deus Pai. Mas só fomos predestinados para essas coisas, nada mais. Deus não “predestina” para casar com fulano, para ganhar na loteria ou no Big Brother, nem para passar no vestibular.
Porém, Ele sabe o que vamos fazer. Sabe, mas Ele não interfere. Deus sabe o que vamos fazer, mas não foi Ele que nos predestinou a fazer isso. Não nos obrigou, não nos coagiu. Simplesmente escolhemos fazer. E isso porque Ele não poderia ir contra o que criou e nos outorgou: o livre-arbítrio. Nós escolhemos o que iremos fazer. Ele sabe de antemão o que iremos escolher, mas não escolhe por nós. Percebe a diferença?
Contudo, apesar de nossas más escolhas, Deus consegue transformar coisas más em boas, se isso for para o nosso bem e acima de tudo para Sua honra e glória. E isso às vezes nos confunde, fazendo com que pensemos em destino, ou algo semelhante. Mas não, é só Deus interferindo em nosso favor.
Nossas escolhas são muito importantes. Elas, sim, determinam como vai ser o nosso futuro. E Deus não interfere, se não quisermos. Por isso, antes de qualquer decisão, pense: isso irá agradar a Deus? Será bom para mim? Trará alegria para mim e para Ele? Dessa maneira, você conseguirá agir da melhor maneira, trazendo felicidade para si e para os que estão ao seu redor.
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,” – Deuteronômio 30:19
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Alegria de verdade
“Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.” (Salmos 43:4)
Alanis Morissette é uma cantora bem conhecida, e muito admirada por suas composições (caso não a conheça, é só clicar no link). Mas se você pensa que ela compõe essas canções porque tem um talento artístico, porque é um gênio da música ou porque quer falar sobre as coisas da vida, você vai ter que rever seus conceitos: ela consegue sua "inspiração" em drogas.
Interessante isso não? A pessoa precisar de álcool, maconha ou o que quer que seja pra escrever uma canção... Gênio mesmo é quem compõe sem precisar de nenhum desses "artifícios" pra dar uma "ajudinha" ao seu próprio cérebro.
Na verdade, tais coisas nos prejudicam, isso sim. Quem usa, se sente bem apenas no começo. Depois quer usar apenas porque o organismo não consegue mais conviver com aquela substância correndo nas veias. Não tem nada de "belo", "mágico" nem "maravilhoso" nisso. Quem não conhece, não precisa "experimentar" pra saber. Basta assistir aos filmes "Christiane F., drogada e prostituída" ou "Diário de um adolescente". São histórias reais, de quem "navegou" por essas águas, e não tem boas lembranças disso...
O fato é que, verdadeira alegria, verdadeira inspiração para as coisas que fazemos na vida, deveria vir de Deus. Desse jeito, não ficamos entorpecidos, viciados, não é uma substância que fala através de nós, somos nós mesmos que falamos, ou fazemos o que quer que seja, usando todo nosso potencial, com a força e a inteligência que só Deus pode nos dar.
Portanto, se alguém vier a você oferecendo um mundo mágico e de felicidade, bastando apenas você fumar, cheirar ou injetar algo em seu corpo, lembre-se: “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.” – Salmos 16:11
“Quando estou chapada, a onda vem e não existe mais um véu, digamos assim. Então sempre que eu preciso de alguma clareza, de uma grande mudança na minha consciência, ou de uma grande mudança quando preciso escrever algo ou ter uma resposta, [marijuana] é um caminho fácil preu conseguir isso tudo”. (Alanis Morissette, revista High Times)
Alanis Morissette é uma cantora bem conhecida, e muito admirada por suas composições (caso não a conheça, é só clicar no link). Mas se você pensa que ela compõe essas canções porque tem um talento artístico, porque é um gênio da música ou porque quer falar sobre as coisas da vida, você vai ter que rever seus conceitos: ela consegue sua "inspiração" em drogas.
Interessante isso não? A pessoa precisar de álcool, maconha ou o que quer que seja pra escrever uma canção... Gênio mesmo é quem compõe sem precisar de nenhum desses "artifícios" pra dar uma "ajudinha" ao seu próprio cérebro.
Na verdade, tais coisas nos prejudicam, isso sim. Quem usa, se sente bem apenas no começo. Depois quer usar apenas porque o organismo não consegue mais conviver com aquela substância correndo nas veias. Não tem nada de "belo", "mágico" nem "maravilhoso" nisso. Quem não conhece, não precisa "experimentar" pra saber. Basta assistir aos filmes "Christiane F., drogada e prostituída" ou "Diário de um adolescente". São histórias reais, de quem "navegou" por essas águas, e não tem boas lembranças disso...
O fato é que, verdadeira alegria, verdadeira inspiração para as coisas que fazemos na vida, deveria vir de Deus. Desse jeito, não ficamos entorpecidos, viciados, não é uma substância que fala através de nós, somos nós mesmos que falamos, ou fazemos o que quer que seja, usando todo nosso potencial, com a força e a inteligência que só Deus pode nos dar.
Portanto, se alguém vier a você oferecendo um mundo mágico e de felicidade, bastando apenas você fumar, cheirar ou injetar algo em seu corpo, lembre-se: “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.” – Salmos 16:11
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Juízo divino?
Enquanto escrevo esta meditação, o mundo se comove e se une, diante da tragédia que se abateu sobre o Haiti: o terremoto do dia 12 de janeiro de 2010.
Fico feliz ao ver países enviando pessoas para ajudar, nesse que é um momento tão doloroso. China, Canadá, Reino Unido, Brasil, Estados Unidos - culturas das mais diversas, todas com um único propósito, que é ajudar o próximo.
Porém, tenho lido e ouvido coisas que têm me deixado triste; pessoas que creem piamente que tais infortúnios são juízos divinos, que vieram em consequência das crenças do povo haitiano.
Isso me fez pensar e resolvi escrever, para tentar mostrar que nem todos os cristãos pensam dessa forma, até porque isso está totalmente contra o que diz a Santa Palavra de Deus. Vejamos algumas razões:
“Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” – I João 4:16
Fico feliz ao ver países enviando pessoas para ajudar, nesse que é um momento tão doloroso. China, Canadá, Reino Unido, Brasil, Estados Unidos - culturas das mais diversas, todas com um único propósito, que é ajudar o próximo.
Porém, tenho lido e ouvido coisas que têm me deixado triste; pessoas que creem piamente que tais infortúnios são juízos divinos, que vieram em consequência das crenças do povo haitiano.
Isso me fez pensar e resolvi escrever, para tentar mostrar que nem todos os cristãos pensam dessa forma, até porque isso está totalmente contra o que diz a Santa Palavra de Deus. Vejamos algumas razões:
- Deus não faz nada sem antes avisar: isso está em Amós 3:7 - “Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Se tal catástrofe tivesse mesmo vindo das mãos do Senhor, Ele teria avisado através de algum profeta ou profetisa, fosse do passado ou dos dias de hoje. Com certeza muitos não acreditariam, mas Ele avisaria mesmo assim. E não foi isso que aconteceu. Não vemos na Bíblia qualquer profecia concernente a isso.
- Não conhecemos a mente de Deus: quando uma pessoa afirma categoricamente que algo como o que aconteceu no Haiti veio diretamente das mãos de Deus, sendo que nada há em Sua Palavra que confirme isso, ela está como que dizendo que conhece os pensamentos de Deus. E quem somos nós para que saibamos o que vai na Divina Mente? A Bíblia diz que “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.” (Romanos 8:27) Quem é que sabe o que se passa na mente do Espírito Santo? Aquele que sonda os corações.
- Deus não é um ditador: muitos infelizmente veem Deus como um tirano malvado, um senhor de barbas brancas que está apenas esperando um errinho nosso para nos destruir. Mas Ele não é assim. “...as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã...” (Lamentações 3:22). Eu poderia citar mais um tanto de versos que falam do amor e misericórdia divinos, mas não haveria espaço. As coisas ruins que acontecem são muitas vezes o resultado de nossos próprios atos, ou no caso do Haiti, uma causa natural, algo que poderia ter acontecido em qualquer outro lugar que estivesse sobre duas placas tectônicas que tivessem se atritado...
- Deus não age dessa forma hoje: alguém pode dizer, apesar do ítem anterior, que Deus enviou, sim, castigos a povos antigos. Na verdade, muitos desses supostos "castigos" vieram na verdade como consequência das atitudes desses povos, Deus apenas os avisou. Noutros momentos, fica claro que Deus enviou juízos - como no caso de Sodoma e Gomorra. Mas isso Ele fez porque sabia que só dessa forma as pessoas entenderiam o que Ele queria dizer. Isso não explica porque inocentes morreram junto de culpados, mas há muito que não conseguimos explicar, justamente porque não somos Deus. Há coisas que não entendemos e aceitamos pela fé. O caso é que hoje Deus não age dessa maneira. Hoje as pessoas não entenderiam nada se Deus saísse despejando desgraça após desgraça sobre os povos, e por isso Deus fala de formas diferentes. A pergunta é se estamos ouvindo o que Ele quer nos dizer...
“Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” – I João 4:16
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ouvindo Sua voz
Você conhece a história de Balaão? Provavelmente já deve ter ouvido falar dele, bem como de sua jumenta "falante". A história toda da vida desse homem é por muitos desconhecida, bem como importantes lições contidas nela, e alguns se lembram apenas do episódio em que sua jumenta falou. Mas hoje eu queria comentar sobre o que aconteceu antes do animal falar...
Interessante isso. Por três vezes a jumenta viu o anjo enviado por Deus, por três vezes ela se desviou dele e por três vezes foi espancada por isso. E depois, por permissão de Deus, ela fala, reclamando do que sofrera.
Mas note bem isto: Balaão era profeta de Deus. Ele tinha contato íntimo com o Senhor, como vemos em várias situações no livro de Números, capítulo 22. Inclusive este mesmo relato que acabamos de ler mostra isso, pois Deus se importava tanto com ele que enviou um anjo para lhe alertar. Agora, por que uma jumenta conseguia ver o Anjo do Senhor, e Balaão, tão íntimo que era do Pai, não percebia nada? Não é estranho?
Às vezes estamos tão cegos, seja por causa do dinheiro, como foi o caso de Balaão (leia Números 22-24 para entender melhor), seja por qualquer outra coisa que queremos tanto, que nem conseguimos visualizar as ações de Deus em nossas vidas. E o pior é que chegamos mesmo a pensar que Deus nem se lembra de nós, e que, por algum motivo alheio a nosso conhecimento, Ele não quer se revelar a nós, nem mostrar Sua vontade.
Mas será que é assim mesmo? A história de Balaão nos mostra que não. Ele estava tão "enfeitiçado" por sua ganância que chegou a conversar com uma jumenta, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. E é assim mesmo que ficamos quando nos deixamos levar por interesses deste mundo que não são a vontade de Deus para nós e que nos afastam dEle.
Portanto, antes de acusar a Deus, olhe para si mesmo. Como está sua vida? Mesmo sendo cristão, você pode estar tão cego ou surdo, que não consegue ver nem ouvir Deus. Que nossa realidade possa ser o oposto da de Balaão. Que busquemos a Deus diariamente, e possamos ouvir com clareza Sua voz a nos falar.
“Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!” – Salmo 81:8
Ora, Balaão ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos, com ele. Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que se desviou a jumenta do caminho, indo pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho. Mas o Anjo do SENHOR pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo muro de um e outro lado. Vendo, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR, coseu-se contra o muro e comprimiu contra este o pé de Balaão; por isso, tornou a espancá-la. Então, o Anjo do SENHOR passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita, nem para a esquerda. Vendo a jumenta o Anjo do SENHOR, deixou-se cair debaixo de Balaão; acendeu-se a ira de Balaão, e espancou a jumenta com a vara. (Números 22:22-27)
Interessante isso. Por três vezes a jumenta viu o anjo enviado por Deus, por três vezes ela se desviou dele e por três vezes foi espancada por isso. E depois, por permissão de Deus, ela fala, reclamando do que sofrera.
Mas note bem isto: Balaão era profeta de Deus. Ele tinha contato íntimo com o Senhor, como vemos em várias situações no livro de Números, capítulo 22. Inclusive este mesmo relato que acabamos de ler mostra isso, pois Deus se importava tanto com ele que enviou um anjo para lhe alertar. Agora, por que uma jumenta conseguia ver o Anjo do Senhor, e Balaão, tão íntimo que era do Pai, não percebia nada? Não é estranho?
Às vezes estamos tão cegos, seja por causa do dinheiro, como foi o caso de Balaão (leia Números 22-24 para entender melhor), seja por qualquer outra coisa que queremos tanto, que nem conseguimos visualizar as ações de Deus em nossas vidas. E o pior é que chegamos mesmo a pensar que Deus nem se lembra de nós, e que, por algum motivo alheio a nosso conhecimento, Ele não quer se revelar a nós, nem mostrar Sua vontade.
Mas será que é assim mesmo? A história de Balaão nos mostra que não. Ele estava tão "enfeitiçado" por sua ganância que chegou a conversar com uma jumenta, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. E é assim mesmo que ficamos quando nos deixamos levar por interesses deste mundo que não são a vontade de Deus para nós e que nos afastam dEle.
Portanto, antes de acusar a Deus, olhe para si mesmo. Como está sua vida? Mesmo sendo cristão, você pode estar tão cego ou surdo, que não consegue ver nem ouvir Deus. Que nossa realidade possa ser o oposto da de Balaão. Que busquemos a Deus diariamente, e possamos ouvir com clareza Sua voz a nos falar.
“Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!” – Salmo 81:8
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Quantas orações Deus recebe por minuto?
Deu no site da Mundo Estranho:
Ler isso me fez pensar em como as pessoas imaginam Deus. É como se ele fosse um ser humano, que precisa de tempo, que fica ocupado, que provavelmente não vai dar conta de resolver tudo... Esquecem-se de que Deus é o dono do tempo. Para Ele, não existe isso de não ter tempo, de não conseguir se desvencilhar de todas as atividades que tem para fazer.
Isso fica para nós, seres humanos. Nós é que não temos tempo. Para nós apenas é que 24 longas horas parecem sempre ser insuficientes. Mas com Deus não é assim. Ele sempre tem tempo para nós, Ele nunca está ocupado demais para nos ouvir. Não importa se vamos falar do fim do namoro, ou do fracasso do vestibular, ou se preferimos reclamar do calor ou do fato de que não para de chover. Deus se importa com todos os aspectos de nossa vida, e deseja, por tanto nos amar, que compartilhemos com Ele tudo que se passa em nosso quotidiano.
Louvemos ao Pai pelo fato de que “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (II Pedro 3:8) e porque Ele nos lembra, através de Sua santa Palavra, que “todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” (João 6:37).
Cerca de 5,8 milhões de orações chegam aos Seus ouvidos por minuto. É claro que não dá para responder a essa questão com precisão científica, mas a ME consultou representantes das principais religiões monoteístas e obteve um número aproximado de cerca de 8,4 bilhões de orações por dia, ou 5,833 milhões por minuto, o mesmo que 97 mil preces por segundo! Atendendo a nosso pedido, líderes do cristianismo, do judaísmo e do islamismo fizeram uma estimativa, em porcentagem, de quais são os reais hábitos religiosos dos adeptos de sua fé - ou seja, quantas pessoas rezam quantas vezes por dia. Jihad Hassan, da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica, por exemplo, explica que, no islã, a recomendação oficial é de cinco preces por dia. “Mas acredito que apenas 75% dos muçulmanos, os ortodoxos, cumprem essa meta. Cerca de 20% rezam uma vez por dia e uns 5% nunca rezam.” Depois, foi só cruzar os dados com as mais recentes estatísticas sobre o total de seguidores dessas três religiões e pronto! Deus deve andar com a orelha bem ocupada...
Ler isso me fez pensar em como as pessoas imaginam Deus. É como se ele fosse um ser humano, que precisa de tempo, que fica ocupado, que provavelmente não vai dar conta de resolver tudo... Esquecem-se de que Deus é o dono do tempo. Para Ele, não existe isso de não ter tempo, de não conseguir se desvencilhar de todas as atividades que tem para fazer.
Isso fica para nós, seres humanos. Nós é que não temos tempo. Para nós apenas é que 24 longas horas parecem sempre ser insuficientes. Mas com Deus não é assim. Ele sempre tem tempo para nós, Ele nunca está ocupado demais para nos ouvir. Não importa se vamos falar do fim do namoro, ou do fracasso do vestibular, ou se preferimos reclamar do calor ou do fato de que não para de chover. Deus se importa com todos os aspectos de nossa vida, e deseja, por tanto nos amar, que compartilhemos com Ele tudo que se passa em nosso quotidiano.
Louvemos ao Pai pelo fato de que “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (II Pedro 3:8) e porque Ele nos lembra, através de Sua santa Palavra, que “todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” (João 6:37).
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Conhecer...
Um ano, dois anos, três anos... Uma década... Cinquenta anos... Quanto tempo se leva para realmente conhecermos alguém?
Acho que nem meus pais, que conviveram 28 anos comigo, me conhecem completamente. Nem eles, que convivem juntos há 32 anos, acho que não se conhecem completamente. Nós, seres humanos, creio que nunca chegaremos a esse tipo de “perfeição” no conhecimento de outro, quer seja pai, mãe, irmã(o), cônjuge. Mas quanto nos cobramos essa sabedoria!
Nós somos meros seres humanos. Não podemos esperar de nós mesmos – ou do outro – o conhecimento de tudo na vida, mesmo que diga respeito ao relacionamento que temos com esse “outro”, seja há quanto tempo for. A natureza humana é muito complexa, e nem Freud conseguiu explicar tudo sobre ela. Ao tentar fazer isso, corremos o risco de criarmos ideias errôneas sobre as situações, achando que a pessoa tem algum problema por não nos conhecer como gostaríamos, ou que ela não se importa conosco de verdade (porque, do contrário, pensamos, ela saberia tudo sobre mim).
O único que sabe TUDO sobre nós (inclusive o tanto de fios de cabelo que temos em nossa cabeça) é Deus. Ele sabe literalmente tudo. Pois foi Ele que nos criou, é Ele que nos sustém e Ele é a própria perfeição.
Você acha que precisa conhecer melhor outra pessoa? Quer demonstrar que a ama e que se importa com ela, e busca conhecê-la mais e mais a cada dia, mas parece nunca ser o suficiente? Converse com Deus. Ele irá, se você assim o desejar, te ensinar mais sobre esse outro ser humano a cada dia, facilitando o seu conhecimento e convivência com tal pessoa. Você nunca vai conseguir conhecer tudo sobre ela. Mas vai aprender muito mais do que hoje sabe. Siga essa dica e tenho certeza de que não vai se arrepender.
“Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais!” – Lucas 12:7
Acho que nem meus pais, que conviveram 28 anos comigo, me conhecem completamente. Nem eles, que convivem juntos há 32 anos, acho que não se conhecem completamente. Nós, seres humanos, creio que nunca chegaremos a esse tipo de “perfeição” no conhecimento de outro, quer seja pai, mãe, irmã(o), cônjuge. Mas quanto nos cobramos essa sabedoria!
Nós somos meros seres humanos. Não podemos esperar de nós mesmos – ou do outro – o conhecimento de tudo na vida, mesmo que diga respeito ao relacionamento que temos com esse “outro”, seja há quanto tempo for. A natureza humana é muito complexa, e nem Freud conseguiu explicar tudo sobre ela. Ao tentar fazer isso, corremos o risco de criarmos ideias errôneas sobre as situações, achando que a pessoa tem algum problema por não nos conhecer como gostaríamos, ou que ela não se importa conosco de verdade (porque, do contrário, pensamos, ela saberia tudo sobre mim).
O único que sabe TUDO sobre nós (inclusive o tanto de fios de cabelo que temos em nossa cabeça) é Deus. Ele sabe literalmente tudo. Pois foi Ele que nos criou, é Ele que nos sustém e Ele é a própria perfeição.
Você acha que precisa conhecer melhor outra pessoa? Quer demonstrar que a ama e que se importa com ela, e busca conhecê-la mais e mais a cada dia, mas parece nunca ser o suficiente? Converse com Deus. Ele irá, se você assim o desejar, te ensinar mais sobre esse outro ser humano a cada dia, facilitando o seu conhecimento e convivência com tal pessoa. Você nunca vai conseguir conhecer tudo sobre ela. Mas vai aprender muito mais do que hoje sabe. Siga essa dica e tenho certeza de que não vai se arrepender.
“Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais!” – Lucas 12:7
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