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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Não endureçais o vosso coração...

O que é ser cristão? Será que é obedecer a um monte de regras? Será que é viver se impondo sofrimentos e sacrifícios? Ou será que ser cristão é andar, falar, vestir-se e comer dessa ou daquela maneira?

Embora alguns ainda pensem dessa forma, ser cristão vai bem mais além de tudo isso. Ser cristão, usando um jargão, é um "estilo de vida". É tudo. Não é uma coisa que você diz, não é algo exterior apenas, não é somente seguir um conjunto de regras. É a sua vida toda.

Infelizmente, parece que hoje em dia há uma grande quantidade de pessoas que se intitulam cristãs mas que não entendem isso. Acham que o cristianismo é algo que se mostra. Uma roupa, uma comida, uma regra. E só. Já outros dizem "sou cristão", mas vivem alienados de tudo que tem a ver com ser cristão de verdade. Não sei se estou errada, mas esses é que me incomodam mais.

Procuram Deus apenas quando precisam, louvam-nO apenas quando Ele faz algo que elas querem. Durante todo o restante de tempo, vivem como se Ele não existisse! Não estão "nem aí" pra nada que diga respeito a Deus. Não se envolvem com atividades que poderiam fortalecer sua fé, não falam de Deus, só pensam em trabalho e/ou diversão. Deus? Só um estepe. Frases cristãs que aqueceriam o coração de alguém que as lesse? Que nada, isso é brega. Falar sobre Deus, ainda que via internet, onde você não precisa "mostrar a cara"? Deus me livre (aí, lembram-se dEle...)!

Agora, apesar de nunca "terem tempo" para Deus, sempre têm para as suas mais diversas atividades. Mas o que mais me irrita é que quando "a coisa aperta", clamam por Ele, pedem oração, fazem romaria e correm para todos os santos que puderem encontrar pela frente. Que vida interessante! Será que é assim que a gente se dedica a quem ama - ou diz que ama? Duvido que dure mais que um ano o casamento em que um dos cônjuges só busca o outro quando precisa - e geralmente quem só vai atrás de Deus quando precisa, age assim com os amigos e outras pessoas.

Mas o melhor disso tudo é que Deus não se importa. Mesmo que você não esteja se importando muito com Ele, Ele sempre está atrás de você. Ele se preocupa, Ele cuida, Ele abençoa, Ele tenta de todas as formas possíveis e imagináveis chamar a tua atenção. E mesmo que você se volte a Ele só por pouco tempo, e depois retorne àquela vida sem Deus e sem graça, Ele não fica bravo. Parte em busca de você novamente, e vai fazer isso quantas vezes forem necessárias para que você entenda o quanto te ama.

"Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração." — Hebreus 4:7

sábado, 27 de março de 2010

Conversar com Ele

Hoje quero compartilhar um texto que li durante esta semana e que me impressionou muito:

“A oração é a respiração da alma. É o segredo do poder espiritual. Nenhum outro meio de graça a pode substituir, e a saúde espiritual ser conservada. A oração nos põe em imediato contato com a Fonte da vida, e fortalece os nervos e músculos da vida religiosa. Negligencie o exercício da oração, ou dedique-se a ela de quando em quando, com intermitências, segundo pareça conveniente, e você perderá a firmeza em Deus. As faculdades espirituais perdem sua vitalidade, a experiência religiosa fica destituída de saúde e vigor” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 254, 255).

Como é importante conversarmos com Deus! Nenhuma outra forma de comunhão pode substituir a conversa direta e franca com Aquele que nos criou, pois ela nos coloca em "contato direto com a Fonte da vida"!

Consegue imaginar isso? Ficar em contato direto com a fonte da vida eterna? Não é a fonte da juventude, não é a fonte de riquezas materiais, não é a fonte de fama passageira. Não. É a fonte da vida eterna. Não consigo imaginar coisa melhor que essa! E não é preciso ter "receita pronta" para conversar com Deus, não. Não temos que pensar em frases elaboradas, palavras difíceis ou falar apenas sobre coisas alegres e amenas. Podemos falar – com respeito, é claro – usando nossas próprias palavras, da maneira que acharmos melhor. Podemos e devemos falar sobre tudo: quer sejam coisas boas quer sejam coisas que nos incomodem, nos enstristeçam. Deus quer ouvir tudo. Quer ser o ombro amigo, a fonte de força e poder para enfrentarmos o que quer que for.

Mas o contrário também é de assustar: é só deixar de lado a oração para ver "o circo pegar fogo". Perderemos a firmeza na fé, e a vida cristã passará a ser árida e sem graça. E eu acredito que ninguém deseja isso para si.

Portanto, nos apeguemos ao conselho de Paulo:

“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.” – Colossenses 4:2

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Convite do Pai

Trago hoje um convite da parte do Senhor...

"Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera." (Isaías 64:4)

"Porque assim diz o SENHOR Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força mas não o quisestes. " (Isaías 30:15)

"Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem." (Salmo 127:2)

De nada adianta querermos resolver tudo sozinhos. Não conseguiremos, apenas com nossos esforços, consertar tudo que está errado em nossas vidas. Trabalhar, labutar, se esforçar, tudo isso é importante, mas de nada serve se Deus não for o primeiro no nosso coração. Descansar no Senhor é a saída para todos os nossos problemas. Atendamos à voz do Senhor e confiemos nEle. Só Ele nos poderá dar a verdadeira paz.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Deus Conosco – eternamente...

Hoje, no trabalho, assisti ao filme "O amor pode dar certo". Lá temos dvd e tv, que quase nunca são usados, a não ser quando passamos vídeos educativos sobre saúde, para os pacientes que aguardam a vez, ou, como hoje, quando há pouco movimento e não temos o que fazer. É bom, porque assim não caímos no tédio.

Não vou contar a história do filme, até porque clicando no link vocês saberão do que se trata e além do mais eu não quero ser estraga-prazer. Mas achei interessante certa cena, em que o "mocinho" fala para sua amada que quer ficar junto dela o tempo todo, quer estar onde ela estiver, ainda que seja no leito de um hospital...

Isso me lembrou de uma verdadeira declaração de amor que Jesus um dia fez aos Seus discípulos e, por extensão, a todos os Seus seguidores:

Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também. E vocês conhecem o caminho para o lugar aonde eu vou. – João 14:1-4. Sociedade Bíblica do Brasil, Nova Tradução Na Linguagem De Hoje (Sociedade Bíblica do Brasil, 2000; 2005)

Agora, vou dizer uma coisa para vocês sobre o filme mas não se preocupem, não irá estragar o final: a moça está bem doente. Mas o seu namorado deseja ficar ao lado dela mesmo assim. Não importa o que aconteça, ele quer estar lá. É muito lindo ver isso em filmes, mas mais lindo ainda é ver na vida real. E sabemos que isso acontece.

Do mesmo modo, nós estamos doentes pelo pecado. Somos maus, egoístas, invejosos, ciumentos e orgulhosos por natureza. Deus nos dá presentes e mais presentes, mas nunca estamos satisfeitos. Reclamamos de tudo, achamos que podemos viver sem Ele, que somos mais que Ele, e alguns de nós acham mesmo que Ele sequer existe. Mas mesmo assim Deus nos ama. Mesmo doentes, mesmo sujos. Tudo que somos e fazemos, como bem disse o profeta Isaías, não passa de "trapo da imundícia" ou "trapos sujos" (Isaías 64:6). Você teria coragem de tocar num pano cheio de fezes ou vômito? Não? Nem eu! Limpo minha casa várias vezes durante a semana, e no final de semana faço "aquela" faxina, a casa quase não tem o que varrer, mas depois que varro e passo pano úmido no chão, jogo ele em cima da lavanderia, pra colocar na máquina depois, pois não quero nem encostar no coitado. Porém Jesus nos toca e nos abraça, mesmo que sejamos apenas "panos sujos", imundos, eu diria. Posso ter chocado alguns com as palavras "fezes" e "vômito", mas leiam o trecho da inspirada escritora Ellen White, falando sobre a morte de Cristo:

"Na agonia da morte, ao depor Ele a preciosa vida, tem de confiar unicamente pela fé nAquele a quem obedecer fora sempre Sua alegria. Não O animam claros, luminosos raios de esperança à direita ou à esquerda. Tudo se acha envolto em opressiva escuridão. Em meio da pavorosa treva experimentada pela compassiva Natureza, sorve o Redentor o misterioso cálice até às fezes. Sendo-Lhe negada até a brilhante esperança e confiança no triunfo que obterá no futuro, clama Ele com grande voz: "Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito."" (Meditação matinal "Exaltai-O como Filho de Deus", 28 de janeiro, pág. 42)

Foi isto mesmo o que Ele fez por nós. Há quem se escandalize lendo isso, mas por que se escandalizar com uma verdade? Deus nos ama, bem mais que aquele rapaz do filme amava a namorada, a ponto de querer estar conosco não somente aqui neste mundo, mas no mundo por vir. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo, que nos amou tanto a ponto de dar a vida por nós, miseráveis pecadores, louvado seja porque nos toca, nos abraça e corre até nós com amor, porque quer ficar junto de nós, mesmo sendo tão maus como somos. Louvado seja Seu Maravilhoso Nome, porque apesar de tudo, Ele quer ficar conosco para todo o sempre...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O amor do Pai

“Ao testemunhar Adão os primeiros sinais da decadência da natureza, com o cair das folhas e o murchar das flores, chorou mais sentidamente do que os homens choram hoje os seus mortos. As flores murchas não eram a razão maior do desgosto, visto serem tenras e delicadas; mas as altaneiras, nobres e robustas árvores arremessando suas folhas e apodrecendo, apresentavam diante dele a dissolução geral da linda natureza, que Deus criara para especial benefício do homem.” (Ellen White, História da Redenção, pág. 55)

Ao ler esse texto, sempre me emociono. Fico pensando em como deve ter doído àquele homem ver tudo se acabando ao seu redor, e pensando como era culpado.

Uma das lições da escola sabatina de 2008 nos fala sobre isso. Lemos assim:

“Paulo também ensina que a queda de Adão e Eva colocou o mundo natural sob o poder do pecado: “Pois ela foi submetida à inutilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou” (Rm 8:20, NVI). O poder danoso e corruptor do pecado alcançou a criação de Deus neste planeta. O verbo sujeitar indica que a natureza está sob a autoridade de algum poder que usurpou sua verdadeira beleza e seu significado. Este foi o resultado, não de sua própria ação, mas de alguma outra coisa: a entrada do pecado (Rm 5:12). A natureza está agora “sujeita à inutilidade”. A palavra inutilidade designa aqui frustração e vazio. Essa palavra é usada em Efésios 4:17 para descrever não a natureza, mas os indivíduos que, à parte de Cristo, vivem “na inutilidade de seus pensamentos” (NVI). (Ángel Manuel Rodriguez, Lição da Escola Sabatina, 4º trimestre de 2008).

Fico a imaginar o sofrimento de Adão. Ver tudo aquilo acontecendo, ele, que tinha visto o mundo nos seus primórdios, na sua perfeição edênica. Ele que nunca havia visto uma flor murchar, um animalzinho morrer, uma folha cair da árvore. Adão, que nunca havia sentido dor, nem nunca havia ouvido alguém chorar, teve que ver sua amada esposa Eva chorar e se contorcer, quem sabe até gritar de dor, para dar à luz seus filhos. O primeiro homem que existiu neste mundo, que nunca havia visto a morte, teve que ver um de seus filhos morrer assassinado pelo próprio irmão, e o outro fugir pelo mundo, onde viveria a correr de um lado para outro, sem mais paz…

Quantos de nós já não nos sentimos assim? Por causa de nossos erros, sejam eles em forma de palavras, pensamentos, atos ou omissões, quantos já fizemos sofrer? E, ao ver seus sofrimentos, arrependidos e amargurados, choramos, nos lamentamos, nos arrependemos, sofremos…

Assim foi com Adão, assim é com cada um que veio após ele, para viver aqui neste mundo. Sofrimento, tristeza, arrependimento, coisas que Deus nunca quis que existissem no meio de nós, fazem com que nossa vida tenha tantos momentos infelizes.

Mas, eu me alegro em saber que isso não é tudo. A vida não se resume a sofrer, fazer outros sofrerem, viver em tristeza perene. O pecado, o mal que atingiu nosso mundo, não pegou Deus de surpresa. Não! Nosso Deus tudo sabe, ele é Onisciente, Ele tem pre-ciência, sabe tudo desde o princípio! Ele sabia o que poderia acontecer caso o mal penetrasse no nosso planeta. E Ele já tinha tudo preparado. A Bíblia diz que Jesus é “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8). Desde antes de existir a Terra, Deus já tinha tudo preparado. “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23), alguém pecou, alguém teria que morrer, Deus não poderia ir de encontro à Sua própria lei. Mas Ele “amou o mundo de tal maneira, que deu Seu filho unigênito, para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Como Deus é maravilhoso! Ele nos ensinou o caminho em que devíamos andar, mas nós escolhemos nos desviar dele, e havia uma penalidade. Deus é justo, e não poderia deixar de aplicá-la. Mas Ele também é misericordioso, e decidiu levar sobre Si mesmo o resultado do erro que cometemos. Por causa disso, podemos ter conforto, na certeza de que há esperança para nós.

“Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.” (Romanos 5:10 e 11).

Louvemos a Deus, pois Seu amor por nós dura para sempre!

“Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” – I Coríntios 15:57

A maior história de amor

“Mundialmente aclamada como a mais bela e trágica história de amor de todos os tempos, Romeu e Julieta conta a história de dois jovens apaixonados, Romeu Montéquio e Julieta Capuleto. Filhos de famílias rivais, acabam por não conseguir resistir ao ódio que os separa, mas o seu amor perdurará para além da morte.” (Webboom.pt)

Não pense que quero falar das tragédias envolvendo casais de namorados. Quero falar hoje da afirmação que acabamos de ler. Ela nos diz que essa história, a famosa história de Romeu e Julieta, é a maior história de amor de todos os tempos. Mas será que é mesmo? Bem, antes de você chegar a qualquer conclusão, deixe-me contar uma outra história ocorrida muitos anos atrás…

Havia um pai muito bondoso que tinha um único filho. Esse seu filho era igual a ele em tudo, nos gostos, nos pensamentos, no modo de ser. Eles tinham, ainda, um amigo muito íntimo, muito próximo, muito semelhante a eles, com quem conversavam sobre tudo, com quem dividiam toda a sua existência.

Um dia, esses três amigos, em consenso, resolveram que suas vidas estavam muito solitárias. Eles precisavam de outros com quem dividir seu amor, bondade e amizade. Se fosse hoje, poderíamos dizer que eram como um casal sem filhos, ansiosos por um bebê que pudesse alegrar ainda mais suas vidas.

Pois bem, decididos, esses três amigos, que ainda carregavam em comum a capacidade de criar vidas, resolveram criar outros seres. Seres maravilhosos, perfeitos, que iriam ajudá-los em sua missão. Seres também poderosos, não tanto quanto seus criadores, mas belíssimos e com muita sabedoria e capacidades. Chamaram a esses de ‘mensageiros’.

Feito isso, sentiram vontade de criar outros seres, diferentes dos mensageiros. Sabe os pais de quem falei antes? Pois é, se eles fossem esses pais, talvez tivessem pensado: “Temos uma linda menina, vamos ter um menino também?” Sim, aqueles amigos amavam a diversidade. Queriam ter outros seres, a quem pudessem chamar verdadeiramente “Filhos!”, sabendo que seriam ouvidos com ternura. Queriam ter filhos a quem cuidar, acalentar, amar. E criaram mundos maravilhosos e perfeitos, nos quais esses filhos semelhantemente maravilhosos e perfeitos iriam morar.

E começaram, então, a obra maravilhosa que é o criar. Desenharam formas perfeitas, que foram pintadas com cores inimagináveis, cada detalhe, como diz uma música de que gosto muito, “um toque de amor”. Criaram tudo muito lindo, muito singelo, tudo perfeito…

Começaram então a fazer amizade com seus filhos amados. Os mensageiros viam tudo com muita admiração e regozijo. Já conheciam aqueles três amigos há bons tempos, e sabiam o quão amorosos eram, o quanto haviam ansiado e esperado pelo momento de conversar e compartilhar momentos especiais com aquelas outras criaturas a quem chamavam de filhos.

Porém, um dos mensageiros, chamado Portador de Luz, começou a achar estranho tudo aquilo, começou a sentir ciúmes. Ele via a conexão perfeita existente entre o Homem e o seu Filho. Ninguém entendia o porquê daquilo, uma vez que ele era tão querido e amado, tão bem tratado, sendo o mais destacado dos mensageiros, o líder do coral que eles formavam, enfim, o mensageiro mais importante, respeitado e amado tanto quanto os outros, tanto quanto os filhos espalhados nos diferentes planetas.

Contudo, o fato é que, sem explicação, aquele mensageiro se rebelou. Inventou mil e uma mentiras sobre o Homem, e saiu espalhando sua inveja aos outros mensageiros. Um terço deles se juntou ao ‘mestre’ e o ambiente naquele lugar, outrora de paz, começou a mudar. O Homem conversou e implorou ao seu mensageiro tão querido, para que mudasse seus pensamentos, para que sua rebeldia inexplicável tivesse fim, para que entendesse que ele, o Homem, o amava demais, mas foi tudo em vão. O clima piorou ainda mais. O Homem chorou muito, assim como seu Filho e o Amigo deles. Não sabiam o que fazer… Você tem filhos? Algum deles, por nenhuma razão, já teve raiva e se rebelou contra você? Você se lembra de como foi duro, não é? Pois foi assim que aqueles três se sentiram…

Só que, infelizmente, nada mudou, a despeito dos pedidos insistentes dos três amigos. Portador de Luz e seus companheiros foram finalmente retirados daquele lugar, por não pertencerem mais a ele. Não podiam ser destruídos, pois além de terem sido objetos do amor de seus criadores, não poderiam simplesmente ser calados. O universo precisava saber quem tinha razão: o Filho do Homem, seu Pai e seu Amigo, ou Portador de Luz.

Foram, então, pra um dos planetas criados pelos três amigos. Queriam convencer aos Filhos que viviam naquele lugar de que o Homem era mau, assim como seu Filho e seu Amigo. Queriam, já que não conseguiram destruir a casa do Homem, arruinar a vida maravilhosa que ele havia dado aos filhos daquele planeta, para, de algum modo, ferir o seu criador.

Ao chegarem nesse planeta longínquo, logo trataram de fazer a cabeça dos seus dois únicos moradores. Estes, por sua vez, embora tivessem sido previamente avisados pelo Homem da existência de Portador de Luz e de suas falácias, acabaram por acreditar nele, que apareceu disfarçado de um exótico animal, falando-lhes meias-verdades. Caíram em suas lorotas, achando que estavam descobrindo grandes verdades, nunca dantes reveladas, e oh quão duro foi saber, pouco depois, que haviam caído no erro de que tanto o Homem os alertara.

Depois disso, o mundo deles se transformou. Não mais perfeição ou beleza, não mais pureza, amor perfeito. Agora, dor e morte faziam parte de suas vidas. Eles conheciam a verdade. Sabiam que o mal não poderia coexistir com o bem. Um dos dois acabaria prevalecendo, e o que eles fizeram deveria ser seguido de morte. Morte sim, embora eles tivessem preferido acreditar em Portador de Luz, que falou que não morreriam, ainda que fizessem o contrário do que tinha sido dito pelo Homem.

Verdadeiramente, o preço tinha que ser pago. Houvessem apenas seguido a ordem do amoroso criador, e nada daquilo estaria acontecendo. Como doía lembrar disso a cada segundo! Como doía saber que se apenas tivessem seguido seu caminho, sem dar ouvido àquele que, agora eles sabiam, era o maior dos enganadores do universo, poderiam continuar suas vidas, felizes e perfeitos, como sempre foram. Mas não. E essa certeza os corroía por dentro.

Mas eis que o Homem os chama! No meio da desgraça, ouvem a voz de seu criador. E tentam se esconder, sabendo do erro que cometeram, esquecendo-se de que não conseguiriam se esconder do ser que mais os amava no universo. Não sabiam que ele já previa que isso poderia acontecer. Havia criado seus filhos com a capacidade de escolha. Não queria que o amassem apenas por medo ou obrigação. Queriam que o amassem por escolha própria. E sabia que ele mesmo corria o risco de ver seus filhos escolhendo não amá-lo. Mas esse era o preço a pagar e ele estava disposto a isto. Já tinha tudo planejado. Se, por algum motivo, seus filhos fossem tão longe que tivessem que morrer, ele estaria disposto a fazer algo que não somente não fugiria às regras dadas aos filhos, como também não traria tanto sofrimento a eles. Então, o Homem começou a contar a seus filhos o que ia fazer.

Contou-lhes que alguém precisava morrer, esse era o preço. Contou-lhes que os amava muito e não queria que morressem. Os filhos agora olhavam para o Pai sem entender o que se passava em sua mente tão infinita e tão sábia, tão além de suas capacidades. O que deveria acontecer então? E o Criador continuou então sua explicação, dando a eles uma notícia ao mesmo tempo alegre e terrível. Não precisariam morrer! Não eternamente! Claro, um dia, devido à nova configuração daquele mundo, seus corpos enfraqueceriam, ou encontrariam algo mais forte do que eles, e cessariam de funcionar. Mas poderiam voltar a vida! Não precisavam deixar de existir para sempre, que é o que estava fadado a acontecer, e que eles sabiam muito bem.

Não precisariam morrer eternamente, porque o Filho do Homem havia decidido tomar os seus lugares! Daria a vida no lugar deles, e no lugar de quem mais quisesse aceitar tão misericordioso presente! Oh alegria incomum! Como podiam ficar felizes e tão tristes ao mesmo tempo?! O Filho do Homem, a quem tanto amavam, iria morrer. Iria sofrer como ninguém nunca sofreu nem vai sofrer neste planeta, iria ser traído, negado, maltratado, cuspido, humilhado… E, finalmente, morto. Por amor a eles!!!

Era muito para suas mentes fragéis compreender! Mas, mesmo assim, aceitaram o presente. Sabiam que não mereciam, sabiam que nada haveria que pudessem fazer para pagar o preço da tão honrosa dádiva. Mas aceitaram e seguiram suas vidas. O Criador rogou-lhes que contassem aquela história a todos os seus descendentes, para que tivessem um pouco de alegria em suas vidas. Alertou-lhes de que alguns haveria que não iriam dar crédito. Mas que seguissem contando, sem se preocupar com aquilo. E como não iriam contar? Como conseguir não contar a todos a mais bela história de amor de todos os tempos?!

Gostou? É. Essa é única e verdadeira “mais bela história de amor de todos os tempos”! Está na Bíblia, para quem quiser ler. E o melhor: é verdadeira!!! É REAL! -“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19 :10)

P.S.: Se quiser saber mais sobre essa história real, deixe seu recado aqui no blog ;)
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