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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Há solução para mim

Ontem, antes de dormir, pensei em várias coisas. Foram tantas que nem me lembro de todas. Mas hoje, estudando a lição da escola sabatina, deparei-me com uma pergunta que tem tudo a ver com o que senti na noite passada: Quando você fez pela última vez uma boa avaliação de si mesmo, seus motivos, suas ações e seus sentimentos? Essa pode ter sido uma experiência muito dramática, não pode? Qual é sua única esperança?

Ontem fiz essa autoavaliação. E fiquei mesmo me sentindo mal. Triste por saber quão falha e pecadora sou. Como diz a Bíblia, "Não há justo, nem um sequer" (Romanos 3:10).

Isso nos deixa cabisbaixos. "Todos pecaram e carecem da glória de Deus". A frase de Paulo até hoje ecoa em nossos corações, relembrando-nos de quão miseráveis somos. E mesmo se somos cristãos e conhecemos a Bíblia, não estamos isentos de culpa: "Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas. Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus? (...) e, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei; que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade; tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa" (Romanos 2:1-3, 7-24).

É tão triste ler isso. Ainda mais quando me lembro de que julgar é um dos meus piores defeitos. Fico procurando erros nos outros, seja pra mostrar que eu sou melhor, ou porque não me acho "lá essas coisas", e fico querendo diminuir os outros para me sentir um pouquinho melhor, seja porque tenho baixa autoestima e não me sinto bem como pessoas que parecem não ter esse problema, e tento ver algum defeito em quem parece não ter nenhum, como forma de me consolar... São tantas as justificativas, mas nenhuma torna aceitável essa atitude que não só eu, mas tantos de nós temos.

Mas fico feliz em saber que há salvação para nós também. Louvado seja Deus por isso. Apesar de sermos maus, Deus é sempre bom para conosco. Veja o que encontrei nessa lição que estudei hoje:

Embora sejamos maus, nossa situação não é sem esperança. O primeiro passo é reconhecermos nossa absoluta pecaminosidade e também nossa incapacidade de fazer qualquer coisa por nós mesmos a esse respeito. É obra do Espírito Santo provocar essa convicção. Se o pecador não Lhe resistir, o Espírito o levará a se desfazer da máscara de autodefesa, presunção e justificação própria e lançar-se sobre Cristo, pleiteando Sua misericórdia: “‘Ó Deus, sê propício a mim, pecador!’” (Lc 18:13).


Aleluia! Há esperança, mesmo para quem se acha o maior dos pecadores! Se nos arrependermos e buscarmos a Deus, Ele é misericordioso para não só nos aceitar, como nos transformar. Não sei qual é seu defeito, se é a hipocrisia, o julgamento, a ira, a inveja, a contenda, a luxúria... O que sei é que sempre há uma solução. E o nome dela é Cristo. Busque-o, clamando, ‘Ó Deus, sê propício a mim, pecador!’, e verá que a resposta virá prontamente. Há esperança para todos nós. Que alegria, pois Deus nos ama, apesar de sermos quem somos. Mandou Seu filho para morrer por nós, e agora temos direito ao que Ele tinha e abriu mão para vir aqui nos salvar. Que Deus maravilhoso!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Feliz Páscoa

“Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos. No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu.” Isaías 53:3-5

Essa é a verdadeira Páscoa. Libertação do pecado. Libertação das cadeias de morte. Tudo graças ao maior sacrifício que esse mundo e o universo já viram: a morte de Jesus em nosso lugar. Isso deveria ser tema de nossas reflexões, e motivo de nossos maiores louvores e nossa gratidão eterna. Não há maior amor que esse. Ninguém pode amar assim, amar quem não merece, amar quem não quer ser amado, amar, ser rejeitado, e continuar amando. Esse é o amor de Deus. Essa é a verdadeira Páscoa. A celebração da vida, e vida eterna. Não ovos, não coelhos, não chocolate. Mas Cristo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O mundo e um celular

Hoje li a seguinte notícia: "Austríaco morre afogado ao tentar pegar celular que caiu no esgoto". Falava sobre um homem cujo celular (que era de um modelo barato) caiu num bueiro, quando ele saía do carro. Inconformado, aquele homem resolveu tirar a tampa do esgoto e colocou a cabeça lá dentro, para tentar recuperar o aparelho. Porém caiu, ficou com o corpo preso no bueiro e por fim morreu afogado.

Fiquei muito triste ao ler isso. Quanta angústia por um celular barato! Eu não teria coragem de colocar minha cabeça dentro de um bueiro só por ser um bueiro. O mau cheiro e todas as coisas imundas que existem ali dentro me impediriam de fazer isso. E ainda mais sendo um mero celular, e de um modelo comum! Penso em como as pessoas são apegadas às suas coisas hoje, apegadas a meros objetos sem valor, a ponto de morrerem por eles. De que vale morrer por um celular? E mesmo que não fosse um mais simples, mesmo que fosse um iPod, um notebook, uma tv de plasma: será que não estamos dando a meros objetos mais importância do que deveríamos?

Mas depois, refleti melhor e vi que o que esse homem fez não foi tão estranho assim, se pensarmos no que Cristo fez. Nós, como aquele celular, não valíamos (nem valemos ainda) muita coisa. Estávamos imersos numa lama profunda e malcheirosa, de pecado e de dor. Ninguém teria coragem de se aproximar. Mas Ele fez isso. Não apenas se aproximou, mas ao entrar no mesmo lamaçal em que estávamos, a fim de conviver conosco e passar pelo que passamos, acabou tendo de dar a Sua vida, para que nós pudéssemos ser salvos.

Que eu e você possamos hoje nos lembrar de duas coisas: não precisamos de objetos para sermos felizes. Eles é que devem nos servir, e não nós a eles. Que demos às coisas o valor que elas merecem: o de coisas, apenas. E em segundo lugar, mas não menos importante: que sempre nos recordemos do imenso sacrifício que Jesus fez, deixando o céu, onde era Rei, para vir a este mundo, onde seria réu. Inocente, deu a vida para que nós, os verdadeiros culpados, pudéssemos ter direito à vida eterna e maravilhosa que, no fundo, sabemos que só Ele merecia ter. Muito obrigada, meu Querido Jesus!

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sacrifícios

Estive estudando semana passada sobre um tema interessante: a paciência. Eu não sou a melhor pessoa para falar do assunto, uma vez que paciência não é a minha característica marcante. Eu sou muito impaciente com pessoas que ainda não entenderam algo que eu entendi faz tempo, com pessoas que parecem não enxergar o óbvio, com pessoas que fazem coisas propositalmente para irritar, com quem bate na porta da minha casa pra "fazer consulta", como se minha casa fosse pronto-socorro, como se eu não tivesse direito a descanso, privacidade ou lazer, e por fim não tenho paciência nem pra esperar em fila de banco, correios ou qualquer coisa que o valha.

Não digo isso com orgulho, mas essa sou eu. Porém, não tem como não ficar preocupada, ainda mais depois do que estudei à luz da Palavra de Deus. Ela está cheia de conselhos sobre ser mais paciente.

Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, (Rom. 15:5)

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, (Efés. 4:1-2)

Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. (Tia. 1:2-4)

E como se isso não fosse o suficiente, no meu material de estudo ainda li a seguinte pergunta: "Como o Senhor tem sido paciente com você? Como essa realidade pode ajudá-lo a mostrar paciência pelos outros? Se o Senhor o tratasse da mesma forma como você trata os outros, qual acha você que seria seu destino?"

Como é difícil pra nós fazermos qualquer coisa, por pequena que seja, que signifique ir contra o nosso eu, nossa vontade! Como é difícil sair da "zona de conforto", uma vez que nos colocamos nela! Pensamos que está tudo bem, afinal vamos à igreja, lemos a Bíblia, oramos e vivemos uma vida digna. Mas não é só isso...

Não, eu não estou falando que você precisa ir à África ou à China para pregar o evangelho. Hoje você pode fazer isso sem sair de casa, através da internet, ou orando por missionários, ou mesmo doando quantias para aqueles que vão para esses lugares. Cada um deve ser missionário como puder, de acordo com os talentos que Deus lhe deu. Mas e quanto ao nosso ego? E quanto a demonstrar amor ao próximo? E quanto a amar o seu maior inimigo, ou mesmo – algo que parece tão simples – ser paciente com aqueles que fazem de tudo para acabar com a sua longanimidade? Não é fácil. Muitos chegam a dizer "sou assim mesmo, é meu temperamento". Mas não. Isso é uma mera desculpa. Deus não quer que sejamos assim. Ele pede algo maior de nós, pois sabe que conseguiremos, se quisermos contar com a ajuda dEle, claro.

Pensamos que isso é um sacrifício imenso, mas, e quanto ao sacrifício de Jesus na cruz? Carregando sobre si todos os pecados de toda a humanidade? A dor espiritual era bem maior que a dor física, tenha certeza. E quanto aos mártires? Aqueles que deram a vida por não conseguirem guardar para si o amor que um dia receberam do Pai Celeste? Ou mesmo aqueles que, embora não tenham perdido a vida, perderam seus bens em prol do que criam? Pensando assim, vemos como o nosso "sacrifício" em tentarmos ser mais pacientes, amorosos e perdoadores não é nada perto do que outros já fizeram, e mesmo que fossem, a promessa de Deus supera tudo isso...

“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” – Mateus 19:29


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Aos jovens...

Andei lendo algumas coisas esses dias, que merecem ser compartilhadas:

A futura habitação dos justos, sua eterna recompensa, eis enobrecedores temas para a contemplação dos jovens. Atentai para o maravilhoso plano da salvação, o grande sacrifício feito pelo Rei da glória a fim de serdes elevados pelos méritos de Seu sangue, sendo afinal exaltados pela obediência ao trono de Cristo. Este assunto deve ocupar a mais nobre contemplação do espírito. Ser levado às boas graças de Deus - que privilégio! ... (Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 383)

Pensar nas "coisas do alto", é, a um mesmo tempo, necessário e privilégio...

Jovens amigos, vi que com uma ocupação e entretenimento desta natureza, poderíeis ser felizes. O motivo, porém, de vos sentirdes desassossegados, é não buscardes a única Fonte verdadeira de felicidade. Estais sempre procurando fora de Cristo a alegria que unicamente nEle se encontra. NEle não sofrem decepção as esperanças. A oração ... oh! como é negligenciado este precioso privilégio! A leitura da Palavra de Deus prepara o espírito para a oração. Uma das maiores razões por que tendes tão pouca disposição de chegar mais perto de Deus mediante a oração, é vos haverdes incapacitado para essa sagrada obra por meio da leitura de histórias fascinantes, as quais têm estimulado a imaginação e despertado profanas paixões. A Palavra de Deus se torna desagradável, a hora de oração é esquecida. (Idem, p. 383)

Nós, porém, preferimos gastar nosso tempo com coisas mais "empolgantes". E assim vamos perdendo a vontade de orar e ler a Palavra de Deus. Esquecemo-nos daquEle que nos deu a vida, daquele em quem "vivemos, nos movemos e existimos". Como podemos ter vida plena se deixamos de lado Quem nos deu e nos dá a vida?

Cristo Se regozija quando os pensamentos dos jovens se ocupam com os grandes e enobrecedores assuntos da salvação. Ele entra no coração de todos esses como hóspede permanente, enchendo-os de alegria e paz. E o amor de Cristo na coração é como "uma fonte a jorrar para a vida eterna". João 4:14. ... Os que possuem tal amor se deleitarão em falar das coisas que Deus tem preparado para os que O amam. (Ibidem, p. 390)

Queremos fazer Cristo feliz conosco? Precisamos, eu e você, meditar nEle e em Seu amor por nós. Assim, sentiremos mais e mais vontade de estarmos com Ele, de fazermos o que Lhe agrada, e nos afastaremos daquilo que O entristece e que nos faz tanto mal...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Deus Conosco – eternamente...

Hoje, no trabalho, assisti ao filme "O amor pode dar certo". Lá temos dvd e tv, que quase nunca são usados, a não ser quando passamos vídeos educativos sobre saúde, para os pacientes que aguardam a vez, ou, como hoje, quando há pouco movimento e não temos o que fazer. É bom, porque assim não caímos no tédio.

Não vou contar a história do filme, até porque clicando no link vocês saberão do que se trata e além do mais eu não quero ser estraga-prazer. Mas achei interessante certa cena, em que o "mocinho" fala para sua amada que quer ficar junto dela o tempo todo, quer estar onde ela estiver, ainda que seja no leito de um hospital...

Isso me lembrou de uma verdadeira declaração de amor que Jesus um dia fez aos Seus discípulos e, por extensão, a todos os Seus seguidores:

Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também. E vocês conhecem o caminho para o lugar aonde eu vou. – João 14:1-4. Sociedade Bíblica do Brasil, Nova Tradução Na Linguagem De Hoje (Sociedade Bíblica do Brasil, 2000; 2005)

Agora, vou dizer uma coisa para vocês sobre o filme mas não se preocupem, não irá estragar o final: a moça está bem doente. Mas o seu namorado deseja ficar ao lado dela mesmo assim. Não importa o que aconteça, ele quer estar lá. É muito lindo ver isso em filmes, mas mais lindo ainda é ver na vida real. E sabemos que isso acontece.

Do mesmo modo, nós estamos doentes pelo pecado. Somos maus, egoístas, invejosos, ciumentos e orgulhosos por natureza. Deus nos dá presentes e mais presentes, mas nunca estamos satisfeitos. Reclamamos de tudo, achamos que podemos viver sem Ele, que somos mais que Ele, e alguns de nós acham mesmo que Ele sequer existe. Mas mesmo assim Deus nos ama. Mesmo doentes, mesmo sujos. Tudo que somos e fazemos, como bem disse o profeta Isaías, não passa de "trapo da imundícia" ou "trapos sujos" (Isaías 64:6). Você teria coragem de tocar num pano cheio de fezes ou vômito? Não? Nem eu! Limpo minha casa várias vezes durante a semana, e no final de semana faço "aquela" faxina, a casa quase não tem o que varrer, mas depois que varro e passo pano úmido no chão, jogo ele em cima da lavanderia, pra colocar na máquina depois, pois não quero nem encostar no coitado. Porém Jesus nos toca e nos abraça, mesmo que sejamos apenas "panos sujos", imundos, eu diria. Posso ter chocado alguns com as palavras "fezes" e "vômito", mas leiam o trecho da inspirada escritora Ellen White, falando sobre a morte de Cristo:

"Na agonia da morte, ao depor Ele a preciosa vida, tem de confiar unicamente pela fé nAquele a quem obedecer fora sempre Sua alegria. Não O animam claros, luminosos raios de esperança à direita ou à esquerda. Tudo se acha envolto em opressiva escuridão. Em meio da pavorosa treva experimentada pela compassiva Natureza, sorve o Redentor o misterioso cálice até às fezes. Sendo-Lhe negada até a brilhante esperança e confiança no triunfo que obterá no futuro, clama Ele com grande voz: "Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito."" (Meditação matinal "Exaltai-O como Filho de Deus", 28 de janeiro, pág. 42)

Foi isto mesmo o que Ele fez por nós. Há quem se escandalize lendo isso, mas por que se escandalizar com uma verdade? Deus nos ama, bem mais que aquele rapaz do filme amava a namorada, a ponto de querer estar conosco não somente aqui neste mundo, mas no mundo por vir. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo, que nos amou tanto a ponto de dar a vida por nós, miseráveis pecadores, louvado seja porque nos toca, nos abraça e corre até nós com amor, porque quer ficar junto de nós, mesmo sendo tão maus como somos. Louvado seja Seu Maravilhoso Nome, porque apesar de tudo, Ele quer ficar conosco para todo o sempre...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Em tudo dai graças

“Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” – I Tessalonicenses 5:18

Uma vez, comentando esse verso, alguém disse que não entendia como Deus pedia para que déssemos graças por tudo, mesmo que coisas das quais não gostamos nos acontecessem.

Realmente, não parece nada fácil agradecer em meio a circunstâncias adversas. Quando as coisas não saem como nós imaginamos, quando sofremos preconceitos dos mais diversos, quando ouvimos um não de Deus a um pedido que fazemos a Ele, quando vemos alguém dar o melhor de si e não atingir o objetivo esperado, seja por essa pessoa ou por outra que esperava muito dela, e vemos a tristeza nos olhos desse alguém, ou mesmo a percebemos em seu tom de voz... Enfim, são muitos os momentos em que pensamos: "agradecer por quê?"

Mas quando nos lembramos da forma como Deus nos guiou, protegeu e abençoou no passado; como nos abençoa no presente, com saúde, vestes, alimento, segurança, paz; quando nos lembramos de Suas promessas e sonhos para nós, sonhos estes que Ele já sonhava quando nem mesmo existíamos, nosso coração se alegra, e vemos, sim, que temos mil motivos para agradecer.

Porém, o maior motivo – e por esse temos que agradecer todos os dias – para darmos graças ao nosso Deus foi o sacrifício que Ele fez, morrendo em nosso lugar, levando a cruz e suportando a coroa de espinhos que eram nossas. Não há maior motivo que esse para nos levar, dia-a-dia, a erguermos as mais belas canções de louvor ao nosso Deus.

Não importa o que nos aconteça, precisamos dar graças. Seja porque aquilo que desejávamos nos faria mal, e o Senhor foi misericordioso em não nos dar, seja porque o que sonhávamos e tínhamos como alvo não era o suficiente e Deus quer nos dar mais depois, ou mesmo não entendendo bem o motivo daquela situação tão difícil, demos graças ao Pai. Ele não hesitou em mandar Seu filho à cruz por nós. Ele nunca cessou de nos encher de bênçãos, e Ele ainda tem muito a cumprir em nossas vidas. Por isso, erga agora mesmo um louvor ao Senhor. Peça que Ele nunca o deixe esquecer que tudo que você tem, tudo que é e tudo o que vier a ser vem dEle. E saiba:

“Nada temos a temer do futuro, a menos que esqueçamos da maneira como Deus nos conduziu no passado.” (Ellen White – Life Sketches, pág. 196).
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